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Operação Golpe de Fé mira esquema de falso banco ligado a igreja no Rio

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta terça-feira (18) a Operação Golpe de Fé, que investiga uma organização suspeita de aplicar golpes financeiros e lavar dinheiro por meio de um falso banco digital ligado a uma igreja evangélica. Segundo as investigações, o esquema prometia rendimentos de até 10% ao mês e teria provocado um prejuízo estimado em R$ 1,11 milhão.

Os policiais cumprem mandados de busca e apreensão em endereços na cidade do Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Duque de Caxias, além de São Paulo. De acordo com a investigação, o líder religioso utilizava sua influência sobre fiéis para conquistar investidores e direcionar os recursos recebidos para contas pessoais e empresas relacionadas ao grupo.

Segundo a polícia, depois que os valores eram captados, os rendimentos prometidos começaram a deixar de ser pagos. Inicialmente, os responsáveis apresentavam justificativas para os atrasos, mas os pagamentos e restituições acabaram interrompidos. Até o momento, pelo menos sete registros de ocorrência foram associados ao esquema.

A estrutura investigada contaria com pessoas encarregadas de diferentes funções, incluindo a captação de clientes, a movimentação financeira e a administração dos recursos obtidos das vítimas. A empresa responsável pela operação do suposto banco digital tinha capital social declarado de R$ 5 milhões.

Os investigadores levantaram suspeitas sobre a utilização de interpostas pessoas para ocultar os verdadeiros responsáveis pelo negócio. Segundo a apuração, alguns dos sócios registrados na empresa não apresentariam capacidade financeira compatível com os valores envolvidos nas operações.

Parte do dinheiro teria sido transferida para contas pessoais do principal investigado e para empresas relacionadas a ele. Entre os negócios citados na investigação estão empresas dos setores de construção civil, laboratório, consultoria contábil e uma instituição de pagamentos.

A polícia também identificou uma conta que teria funcionado como uma espécie de passagem para os recursos movimentados pelo grupo. Somente nessa conta foram registradas mais de R$ 5,4 milhões em operações classificadas como estornos.

A investigação ainda apura a possível participação de familiares do principal alvo. A mulher e o filho dele aparecem como sócios de empresas que, segundo os investigadores, teriam sido utilizadas para movimentar dinheiro e realizar saques de grandes quantias em espécie.

As diligências continuam para identificar outros possíveis integrantes do grupo, esclarecer o caminho percorrido pelos recursos e localizar bens e valores que possam ter origem nos golpes investigados.

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Gazeta de Varginha

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