Operação K9: investigação da Polícia Civil desmantela braço do crime organizado em Minas e outros estados
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Operação K9: investigação da Polícia Civil e Gaeco desmantela ramificação do crime organizado em Minas e outros estados.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) participou, nesta terça-feira (28/4), da operação K9, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com foco no desmantelamento de uma ramificação de organização criminosa de atuação nacional. A ação ocorreu em Ipatinga, no Vale do Rio Doce, e se estendeu a municípios nos estados do Pará, Bahia, Pernambuco e Piauí.
A ofensiva foi resultado direto de uma investigação estruturada e baseada em inteligência policial, com cumprimento de 47 mandados de busca e apreensão e dez mandados de prisão. Até o momento, nove pessoas foram presas. Durante a operação, foram apreendidos R$ 227 mil em dinheiro, três armas de fogo, aparelhos celulares e porções de maconha — elementos considerados fundamentais para robustecer o conjunto probatório contra os investigados.
Além das prisões e apreensões, houve o bloqueio de contas bancárias de suspeitos e de empresas utilizadas no esquema de lavagem de dinheiro. A medida visa interromper o fluxo financeiro da organização criminosa e possibilitar que bens como imóveis e veículos de luxo, adquiridos com recursos ilícitos, sejam revertidos ao Estado.
Investigação detalhada e provas técnicas
A investigação teve início há cerca de um ano e permitiu mapear toda a estrutura da organização criminosa, responsável pelo transporte de entorpecentes do Mato Grosso do Sul para o Leste de Minas Gerais. Com o uso de técnicas avançadas de inteligência, os policiais conseguiram individualizar a atuação de cada integrante, desde operadores logísticos até lideranças do grupo.
Ao longo desse período, ações controladas foram executadas, resultando em prisões em flagrante e apreensões de armas e veículos. Esses elementos técnicos foram decisivos para embasar os pedidos judiciais cumpridos na operação.
Os suspeitos devem responder por organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e homicídio, conforme apurado durante o trabalho investigativo.
Atuação da Polícia Civil
Na fase ostensiva da operação, a PCMG empregou 16 viaturas e 53 policiais civis, contando ainda com o apoio especializado da Coordenação de Operações com Cães (COC), reforçando o caráter técnico e estratégico da ação.
As investigações continuam em andamento para aprofundar a responsabilização dos envolvidos e identificar possíveis desdobramentos da organização criminosa.
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