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Operação revela esquema de notas fiscais falsas que movimentou R$ 5 bilhões em Minas

  • 26 de nov. de 2024
  • 1 min de leitura

A Operação Caça Fantasma, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com apoio da 1ª Promotoria de Justiça de Paracatu, desmantelou uma organização criminosa especializada em fraudes financeiras e tributárias em Unaí, no noroeste de Minas Gerais. O esquema teria movimentado R$ 5 bilhões em notas fiscais falsas, causando prejuízo estimado de R$ 600 milhões aos cofres públicos.


Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o grupo criou cerca de 268 empresas fantasmas em diversos estados, utilizando dados de pessoas em situação de vulnerabilidade como "laranjas". A operação executou dez mandados de prisão preventiva, 34 mandados de busca e apreensão, e várias ordens de bloqueio de bens e contas bancárias, além do sequestro de veículos e imóveis.


A quadrilha contava com a participação de corretores de grãos, contadores e agentes de certificação digital, que realizavam mutirões para recrutar pessoas vulneráveis. Os valores obtidos ilegalmente eram dissimulados em investimentos locais, incluindo construção civil, mercado imobiliário e estabelecimentos comerciais.


A operação mobilizou três promotores de Justiça, dez delegados, 80 policiais civis e 27 agentes da Receita Estadual, revelando a amplitude e sofisticação do esquema.

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Gazeta de Varginha

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