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Operação Voldemort: tribunal militar reverte absolvições e condena PMs por crimes graves

  • há 4 dias
  • 2 min de leitura
Operação Voldemort: tribunal militar reverte absolvições e condena PMs por crimes graves
Divulgação
Tribunal de Justiça Militar condena policiais da Operação Voldemort após análise de recursos do MPMG.

O Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais (TJM-MG) publicou nesta sexta-feira, 13, decisão que reformou sentenças envolvendo policiais militares investigados na Operação Voldemort, deflagrada em 2022 pelas Promotorias de Montes Claros e Belo Horizonte, em conjunto com o Gaeco Regional Montes Claros e a Polícia Militar.

Após análise de recursos interpostos pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pelas defesas dos acusados, a Corte reconheceu a participação de um policial anteriormente absolvido em crimes de associação criminosa armada e falsidade ideológica. Outros dois militares também tiveram suas absolvições revertidas, sendo agora condenados por envolvimento em tráfico de drogas. As penas variam de três a 12 anos de prisão, e as condenações anteriores foram mantidas.

A Operação Voldemort, considerada um dos maiores casos recentes de responsabilização de policiais militares em Minas Gerais, teve início em 2017. As investigações apontaram que um grupo de PMs atuava em conjunto com civis, formando uma associação criminosa armada envolvida em tráfico de drogas, prevaricação e falsidade ideológica, utilizando-se da posição funcional para facilitar os crimes na comarca de Montes Claros.

O processo recursal contou com quase 29.600 páginas e incluiu depoimentos de mais de 70 testemunhas, além de provas técnicas extraídas de celulares e documentos oriundos de três operações anteriores do Gaeco. O TJM-MG rejeitou todas as preliminares apresentadas pelas defesas, incluindo questionamentos sobre a cadeia de custódia de materiais digitais.

A Operação Voldemort foi deflagrada em duas fases, em fevereiro e setembro de 2022, com cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisão, além do afastamento dos policiais envolvidos de suas funções. O julgamento da Corte marca um precedente importante na repressão ao crime organizado com participação de agentes públicos.
Fonte: MPMG

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Gazeta de Varginha

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