Operação Vulcano prende suspeitos e apreende armamentos de uso restrito em MG
16 de dez. de 2025
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Divulgação
Operação Vulcano combate comércio ilegal de armas e munições em Minas Gerais.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, na terça-feira (16), a Operação Vulcano, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no comércio ilegal de armas de fogo e munições em Belo Horizonte e na Região Metropolitana.
A ação contou com o apoio da Polícia Militar de Minas Gerais e do Exército Brasileiro e resultou no cumprimento de oito mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram executadas em residências, estabelecimentos comerciais voltados à venda e manutenção de armamentos, além de um clube de tiro.
Durante a operação, foram apreendidos armas de fogo, grande quantidade de munições e dinheiro. As investigações tiveram início no primeiro semestre de 2025 e apontaram que um dos principais alvos, registrado como Caçador, Atirador e Colecionador (CAC), desviava munições do comércio legal para abastecer organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas e a crimes violentos.
Entre os materiais desviados, os investigadores identificaram milhares de cartuchos destinados a armas de alto poder de fogo, incluindo fuzis calibres 5.56 e 7.62, além de munições calibre 9 mm para pistolas semiautomáticas de uso restrito.
As apurações também revelaram que alguns investigados atuavam como receptadores de armas de fogo apreendidas por forças de segurança, que acabavam sendo desviadas ilegalmente dos locais de depósito.
A Operação Vulcano mobilizou 126 policiais militares, nove militares do setor de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército Brasileiro e servidores do Gaeco, reforçando a atuação integrada das instituições no enfrentamento ao crime organizado em Minas Gerais.
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