Estamos sempre buscando entender o porquê de algo acontecer de um jeito e não de outro, porque o mundo é injusto, às vezes, diante das adversidades que nos deprimem, surgindo nossas dúvidas recorrentes: o que é realmente sagrado; quem somos; de onde viemos; para onde iremos; o que estamos fazendo aqui.
Acadêmicos, estudiosos, cientistas e até religiosos tentam explicar, sem chegar a um conceito convergente uniforme, capaz de satisfazerem a todos, porquanto existem múltiplas cosmovisões, que se baseiam nos costumes das milhares de comunidades existentes na terra.
Um conceito interessante e muito comum é que somos, exatamente, o berço que nascemos e às circunstâncias que vivemos, se não reagirmos às influências deles. É até plausível!
Contudo, achamos que às condições que vivemos, principalmente, no que tange ao conforto que conquistamos, influenciam muito no que pensamos, conceituamos e levamos a público métodos profissionais, instigando a vida das pessoas e se aceito, os mesmos pela ciência, como uma assertiva útil de ordem generalizada, refletindo uma relação causa e efeito diferenciada, às vezes, adota-se o conceito, porém, descarta-se o absoluto, devido a inconsistência do abstrato. É o caso típico de processos comportamentais, mentais e espirituais, os quais exigem estudos de variáveis diversas.
Freud, um gênio, ateu, criador da psicanálise, propôs:
“Deixem tentar expor à fome diversas pessoas, de maneira uniforme. Com o aumento da urgência imperativa da fome, todas as diferenças obscurecerão e em seu lugar aparecerá a expressão uniforme do único desejo não silencioso”. O thánatos (sobrevivência) e Eros (afeto), descartando o fator sexualidade. Na verdade Freud quis dizer que a nossa necessidade de sobrevivência e afeto, nos tornam animalescos.
Não ousaríamos refutar o famoso neurologista, mas, Vitor Frankel, grande pensador, o rejeitou: “Não concordamos com o Doutor Freud porque, ele vivia no seu conforto, sem conhecer adversidades na prática, assim que a guerra começou, o mesmo fugira da Áustria”. Continuando o comentário de Frankel: “Eu vivi o holocausto em três Campos de exterminação alemão e presenciei judeus dando seu único cobertor para outro doente com febre, dando seu único agasalho para alguém mais velho, repartindo a sua ração com alguém mais faminto (Estes se transforam em santos); outros entregavam companheiros para ficarem com suas botas, entregavam companheiros para adquirirem privilégios, se prostituíam (Estes se transformaram em porcos)”.
Surpreendemos sempre com o ser humano, por isso, não podemos esperar muito dele. Nas adversidades reconhecemos o caráter de cada um, basta aguardarmos e, logo, veremos muitos migrarem para o lado mais forte, vantajoso ou sair em disparada para longe do perigo.
Devemos cobrar o que for possível dos outros, limitando-nos aos direitos que lhes assistem, pois, viver bem, ser bom ou mau, depende muito das circunstâncias; dos que reagem, dos oportunistas e dos que temem, afinal nossa carência é interligada entre o sentido de sobrevivência, o afeto e a liberdade – alguns não suportam expor sua integridade física e moral. Egocentrismo, covardia ou lenição.
Ouvimos alguém dizer que às pessoas com mais necessidades, se tornam menos educadas no sentido amplo da postura. Todos nós temos um comportamento social para nos mantermos “dentro da caixinha” e atitudes espirituais para enquadrarmos nossa consciência. Seria a nossa mente (livre arbítrio) ou à partícula do Criador (sopro de vida)? E o nosso Espírito onde o encontramos?
Seria nossa mente transferida para o espírito, quando morremos? Quando nascemos inspiramos e quando morremos expiramos e só. Há muitas dúvidas ainda! O cérebro continua uma incógnita para a ciência; há algumas constatações que se observam nele, quando estimulado, demonstrado por aparelhos, num ser humano vivo, lógico.
Muitos não se abalaram na sua crença, inclusive nós, mas, Darwin, Kardec, Carl Max, Engels, os Papas corruptos e vendedores de indulgência que, provocaram à revolta de Lutero, Calvino e outros, tentaram envenenar ou deturpar às “sementes” que Jesus plantara; não conseguiram, todavia, confundiram grande parte, mas, Deus continua nos convidando, para um dia, estarmos ao seu lado para sempre; nem sempre compreendemos o seu chamado.
Por que não somos capazes de encontrarmos nossas identidades mais, como antes? Nossos propósitos eram conexos. Não havia tantas coisas intrincadas; Será que nossa prevalência era mais sóbria porque nos faltava conhecimentos e influenciadores (imprensa lixo)?
E a propósito, quanto tempo o nosso país aguentará o desgoverno e a nossa liberdade cada vez mais ameaçada? O absurdo da mordaça nas redes sociais, onde o povo têm voz e vez, fere preceitos constitucionais e querem com um PL modifica-lo.
Será que pensam que os brasileiros ainda são os mesmos, sem nenhuma opinião própria como antes? Lembremo-nos, temos vinte e cinco países (estados) diferentes e uma Brasília para nos dar o que for correto e justo.
Justiça seja feita, parabéns Dimas Fabiano, Diego Andrade, Eros Biondini e Glace Elias (parlamentares votados em Varginha) que, optaram pela liberdade (contra PL fake News).
Se amordaçarmos os brasileiros, o país, desmonta. Não há como continuarmos numa democracia, pensada nos gabinetes seletos de maneira tendenciosa, sem o povo presente. O Brasil é dos brasileiros e não dos nossos representantes. O que falta para compreenderem que não podemos viver sob ameaça, riscos de desastres econômicos, palhaçadas internacionais de nossos líderes, ironias, gastança, desemprego, empresas definhando, inflação, mentiras e traições, por conta de simples ideologia?
Que Deus abençoe o Brasil e que consigamos sobreviver dignamente, com afeto e liberdade.
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