O país dos discursos mentirosos, dos políticos fisiológicos e de um povo apático, frustrado e de memória curta
Achei que Lula perderia para si mesmo, em razão de suas mentiras, de suas frases ofensivas aos brasileiros e aos chefes de Estado de países democráticos, enquanto adulava comunistas, tiranos, terroristas e criminosos. Isso sem falar em nossa economia no fundo do poço, nas famílias endividadas, nos juros altos e na pobreza extrema em alguns rincões do país. Com seu jeito professoral, semelhante ao de “um encantador de ignorantes”, suas piadinhas inoportunas, sua impopularidade nas ruas, seus gastos excessivos com viagens, suas promessas não cumpridas e sua inversão de valores morais, atentando contra a família, Lula demonstrava, enfim, que seu projeto de poder consistia nitidamente em destruir o mito Bolsonaro, com o apoio da Globo e de outros jornalistas de caráter duvidoso. Ganhou de Jair Bolsonaro nas urnas e, não satisfeito, para conseguir imputar um crime grave ao ex-presidente, foram praticadas injustiças contra milhares de pessoas, indiscutivelmente despreparadas para um “golpe de Estado”, sem o apoio das Forças Armadas. Algumas estavam com Bíblias nas mãos, outras com terços católicos. Eram pessoas iludidas, protestando contra a eleição do pai da mentira, sem que houvesse povo nas ruas em sua defesa. Tanto que pareciam assustados com a vitória - a comemoração foi tão pífia que demonstrava isso -, pois sabiam que os institutos de pesquisa estavam incentivando o voto útil.
Não tiveram nenhuma condescendência com um ex-presidente que considero inocente de acusações absurdas, pois, se houve intenção de golpe, ela não foi executada. O que vimos foi uma baderna bem mais pacífica do que as promovidas pelos esquerdistas de carteirinha, ligadíssimos à seita macabra profetizada pelo ex-presidente João Batista de Figueiredo, quando aprovou a criação do sindicato dos trabalhadores.
Com Bolsonaro preso, acharam que o mito havia sido varrido da nação brasileira. Portanto, perseguiram, sem limites, todos aqueles que o defendiam. Alguns ministros do STF gostaram do poder e, livres, leves e soltos, praticaram verdadeiras aberrações jurídicas, de forma seletiva, enquanto as instituições brasileiras se calavam covardemente. O povo foi às ruas, muitas vezes amedrontado diante de concentrações que sequer ameaçaram deputados e senadores, mandatários do povo e do Estado. Tudo isso culminou em manifestações envolvendo os três Poderes que, com algumas exceções, pareciam estar de mãos dadas para humilhar Bolsonaro e os conservadores.
Vieram as eleições, e muitos queriam ocupar o possível nicho deixado por Bolsonaro, condenado à inelegibilidade por suposto golpe de Estado. Entretanto, depois de perceberem que Bolsonaro não havia perdido sua liderança, aceitaram Flávio Bolsonaro, que era o mais preparado da família. É lógico que o nome Flávio desceu arranhando muitas gargantas, principalmente o centrão, inclusive a da ex-primeira-dama. Michelle, que mostrou seu verdadeiro caráter, traiu Flávio e o próprio marido, demonstrando que tais acontecimentos haviam produzido efeitos colaterais em seu ego.
Apesar das dificuldades, dos crimes eleitorais atribuídos a Lula, de suas promessas impossíveis, de suas ameaças, da vaidade de Zema e Caiado, da Globo e das maiores redes de televisão, que massacravam Flávio, e dos institutos de pesquisa, alguns tendenciosos, que apontavam a vitória de Lula, Flávio e a maioria dos conservadores venceram no primeiro turno.
No segundo turno, Lula continuou podendo falar o que quisesse contra Flávio, enquanto este era penalizado e impedido de mostrar quem realmente era Lula. Assim como ocorreu na campanha de seu pai, Bolsonaro, criou-se uma onda e uma tendência de que Flávio venceria no segundo turno. Os institutos de pesquisa chegaram a mostrar uma diferença de mais de dois pontos a seu favor. Entretanto, o resultado frustrou todos os conservadores e antipetistas: Lula ganhou nas urnas, em uma virada inexplicável e com o ineditismo de uma decisão do ministro Zanin, que, embora não integrasse o Tribunal Eleitoral, prorrogou monocraticamente as eleições por mais duas horas, deixando uma dúvida na cabeça do mundo inteiro.
Não sei se o Brasil continuará polarizado, mas Flávio perdeu e, sentindo-se ameaçado, foi para os Estados Unidos. Os oportunistas já fazem ameaças. Lula não governará o Brasil facilmente, apesar de alguns que estiveram com a direita poderem trair suas convicções.
Não sei se o Brasil continuará polarizado, mas Flávio perdeu e, sentindo-se ameaçado, foi para os Estados Unidos. Os oportunistas já fazem ameaças. Lula não governará o Brasil facilmente, apesar de alguns que estiveram com a direita poderem trair suas convicções.
É hora de ajudar o Brasil e vigiar a governança de Lula, mas sem ódio, torcendo para alguns do centrão não atrapalharem, com seus modos fisiológicos, a reconstrução do Brasil.
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