Às vezes, caímos na ilusão de que podemos negociar com aquilo que nos destrói. Pensamos que, se cedermos apenas um pouco, se tolerarmos uma pequena injustiça ou se aceitarmos uma "pequena" maldade em nome de uma falsa paz, conseguiremos manter o equilíbrio.
Mas a verdade é implacável: o bem não faz concessão para o mal.
O bem não é passivo, nem ingênuo. Ele não abre espaço na mesa para que o egoísmo, a mentira ou a crueldade se acomodem. Quando permitimos uma pequena brecha para a escuridão, ela não se contenta em iluminar-se; ela busca apagar a luz ao redor.
Tolerar o intolerável não é sinal de bondade ou evolução; é, muitas vezes, omissão. A integridade exige firmeza. Dizer "não" ao que corrompe nossos valores, ao que fere o próximo e ao que diminui a nossa alma é o ato mais puro de amor e proteção que podemos exercer.
Que possamos ser doces no trato, mas inabaláveis nos princípios. Que a nossa busca pela paz nunca seja uma desculpa para nos curvarmos diante daquilo que tenta nos corromper. A luz não negocia com a sombra; ela simplesmente a dissipa.
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