Hoje o Brasil convive com uma economia que continua enfrentando desafios importantes. O custo de vida pesa no bolso das famĆlias. Alimentos, energia, combustĆveis e diversos serviƧos consomem uma parcela crescente da renda da população. O cidadĆ£o comum percebe que seu salĆ”rio compra menos do que comprava hĆ” alguns anos, enquanto a carga tributĆ”ria permanece elevada e o Estado continua gastando muito.
A democracia depende justamente do contrĆ”rio: da capacidade de fiscalizar qualquer governo, independentemente do partido. Nenhum presidente, ministro, parlamentar ou juiz deveria estar acima de crĆticas. Quem exerce poder deve prestar contas Ć sociedade.
Resolvi escrever mais um texto sobre os devotos dessa seita polĆtica chamada petismo. A motivação surgiu após assistir ao presidente afirmar que nĆ£o compreende a necessidade de cortar gastos pĆŗblicos, justamente quando muitos economistas, analistas e agentes do mercado demonstram preocupação com a trajetória das contas pĆŗblicas e seus possĆveis reflexos para a economia nos próximos anos.
A declaração causa estranheza e remete ao cinismo ilimitado. Afinal, se o próprio governo nĆ£o reconhece a necessidade de controlar despesas, por que durante tanto tempo insistiu em discursos que minimizavam esse problema, empurrando a culpa para seu antecessor? Por que aumentou tanto a carga tributĆ”ria? SerĆ” que Lula acredita que os brasileiros vivem em estado de histeria coletiva, incapazes de perceber a realidade econĆ“mica que enfrentam diariamente, marcada pelo aumento do custo de vida, pela perda do poder de compra e pelas dificuldades das famĆlias para equilibrar o orƧamento?