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Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 16/09/2025

  • gazetadevarginhasi
  • 16 de set. de 2025
  • 3 min de leitura
Por Luiz Fernando Alfredo
Por Luiz Fernando Alfredo

A profética e a simetria entre o antigo e o novo testamento e o propósito Divino na vida de Jesus


Desde os primórdios da narrativa bíblica, a relação entre o Antigo e o Novo Testamento revela um plano divino que atravessa toda a história da humanidade. O Antigo Testamento, embora não detalhe cada passo de Jesus, é fundamentalmente um livro de profecias, promessas e símbolos que apontam para a vinda do Messias. Os cristãos interpretam esses textos como insinuações divinas que, no seu tempo, foram dadas na esperança de um Redentor que traria salvação e uma nova aliança entre Deus e o homem.

O Antigo Testamento apresenta uma série de profecias que anunciam a chegada de um Salvador. Isaías 7:14 fala do nascimento virginal, uma previsão que, segundo a fé cristã, se cumpriu no nascimento de Jesus de Maria, concebido pelo Espírito Santo. Isaías 53 descreve o "Servo Sofredor", uma figura que sofre pelos pecados do povo, uma descrição que os cristãos associam à paixão e morte de Jesus. Jeremias 31:31 promete uma nova aliança, que, segundo os evangelhos, é selada pelo sangue de Jesus na cruz, inaugurando um novo pacto entre Deus e a humanidade.

Os autores do Novo Testamento argumentam que Jesus é o cumprimento dessas profecias. Cada evento na vida de Jesus — seu nascimento, ministério, sofrimento, morte e ressurreição — é visto como o desdobramento das promessas feitas no Antigo Testamento. Por exemplo, o nascimento virginal de Jesus é visto como o cumprimento de Isaías 7:14, e sua morte na cruz representa o Servo Sofredor de Isaías 53. Assim, o Novo Testamento revela que Jesus é o Messias esperado, aquele que veio para realizar as promessas divinas feitas aos patriarcas e profetas.

A simbologia do sacrifício, que permeia toda a narrativa bíblica, evidencia que Deus, desde a criação, tinha um plano de salvação. As 68 parábolas de Jesus, além de ensinamentos morais e espirituais, demonstram uma profunda compreensão das escrituras e do propósito divino. Elas revelam uma simetria e uma intenção premeditada, que indicam que Deus, desde o início, sabia da possibilidade de falha humana e, mesmo assim, decidiu descer à Terra na pessoa de Jesus para oferecer salvação. Essa ação demonstra a misericórdia e o amor de Deus, que não quis deixar a humanidade sem esperança, mesmo diante de sua incapacidade de seguir perfeitamente a Lei.

A promessa de uma nova aliança, prevista em Jeremias 31:31, é concretizada na cruz, onde Jesus oferece seu sangue como sinal desse pacto eterno. Essa aliança não anula a Lei ou os Profetas, mas os cumpre, levando-os à sua consumação. O Novo Testamento sai do Antigo e, ao mesmo tempo, o Antigo é reinterpretado e cumprido nele. Assim, a história da salvação é uma só, e Jesus é o seu ponto culminante.

A narrativa bíblica também revela uma perspectiva de que Deus, desde a criação, tinha conhecimento de que o homem falharia. A história da salvação mostra que Deus, mesmo sabendo das falhas humanas, decidiu fazer-se homem, vir ao mundo, sofrer e morrer para oferecer uma oportunidade de salvação a todos. Essa ação demonstra que a salvação é um presente de Deus, acessível a quem quiser aceitá-la. A salvação é oferecida, mas a decisão de aceitá-la cabe ao indivíduo.

A relação entre o Antigo e o Novo Testamento é uma história de fidelidade, promessas divinas e cumprimento de profecias. Jesus, como o Messias prometido, é o centro dessa narrativa, cujo propósito é oferecer salvação a toda humanidade. Desde a criação, Deus já tinha em mente o plano de redimir o homem, e a história bíblica revela uma trajetória de amor, misericórdia e esperança, que culmina na pessoa de Jesus Cristo. A compreensão dessa relação profunda nos ajuda a perceber que a história da salvação é uma única narrativa, e que Deus, desde o princípio, já sabia que o homem poderia falhar, mas escolheu, por amor, oferecer uma solução definitiva na pessoa de Jesus.

E reiteramos nosso entendimento, se os capítulos I e II da Gênesis, que falam sobre a criação e a arvore da vida, os capítulos 21 e 22 de apocalipse que diem a mesma coisa, não forem literais, o conteúdo das escrituras, perderiam o sentido.

Deus não é um Ser de meias verdades!

A frase, que é uma citação bíblica de Mateus 5:37, significa que a palavra de alguém deve ser direta e verdadeira, sem exageros ou desculpas; quando você diz "sim", isso deve ser firme, e quando diz "não", isso também deve ser definitivo, pois qualquer coisa além disso (como juramentos ou meias-verdades) vem de uma fonte maligna ou duvidosa.


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