O mundo segue recitando seus credos humanitários com solenidade quase religiosa. Governos, organismos multilaterais e ONGs ocupam tribunas com discursos impecáveis — mas o verniz escorre na primeira exigência de coragem real. Nenhum palco revela esse cinismo com tanta nitidez quanto os regimes autoritários sustentados pela indiferença global.
Cuba, o epicentro da estagnação, permanece como símbolo dessa contradição: um país exaurido, sem liberdades, tratado como relíquia ideológica. Todos criticam, ninguém age. A miséria virou cenário; a opressão, folclore. A Venezuela repete o drama: colapso econômico, democracia destruída, êxodo massivo. A resposta internacional? Notas mornas e reuniões vazias.
Na África, autocratas agarrados ao poder há décadas continuam intocados sob uma redoma de silêncio seletivo. A Coreia do Norte é o laboratório extremo da tirania: fome estrutural convertida em peça de negociação geopolítica.
E, no centro desse tabuleiro, ergue-se um ator que domina como poucos a arte da opacidade: a República Popular da China. O país cresceu amparado numa combinação calculada de disciplina autoritária, controle social profundo e uma névoa estratégica que o mundo aceitou sem pestanejar. A China e a Rússia, se locupletam atrás dessa “fumaça incógnita”: participa seletivamente do sistema que critica, alimenta regimes que o Ocidente finge não ver, penetra economias inteiras enquanto mantém inacessíveis seus próprios bastidores. Potências que exigem transparência dos outros e oferece mistério de delas próprias — e que, por pura conveniência global, quase ninguém cobra.
Nesse cenário, apenas os Estados Unidos ainda se dispõem a agir — com todas as suas falhas, contradições e interesses. Seus soldados, jovens comuns, arriscam a vida em missões que talvez nem compreendam integralmente. Há um custo humano real que o mundo aproveita e simultaneamente despreza. Por mais desconfortável que seja admitir, os EUA funcionam como o último freio e contrapeso diante do colapso moral global.
E é aqui que surge a pergunta que os demais países evitam como quem evita um espelho: onde estão eles? Onde está a Europa altissonante, mas paralisada? Onde estão as democracias prósperas, sempre prontas a condenar, jamais prontas a agir? Onde estão os emergentes que discursam sobre soberania, mas terceirizam responsabilidade?
O escândalo não é só a brutalidade dos regimes autoritários — é a arquitetura global que vive abusando da coragem alheia, escondida atrás da retórica, da conveniência e, cada vez mais, da sombra projetada pela China. Num mundo que terceiriza heroísmo, a liberdade se torna a moeda mais barata — e a mais facilmente de descartar.
Trump fugiu da raia ao ao retirar a sansão da Lei Magnitski sobre Alexandre de Moraes e sua esposa? Não! Nosso povo é que não entrou na raia de fato, mesmo tendo empurrado com gritos de patriotismo, o Congresso, os Oficiais Generais das Forças Armadas, o centrão da podridão que protege o sistema elitizado, a corrupção, a desinformação da imprensa que manipula àqueles que ainda votam no PT, mesmo com seu líder carregando todos os "adjetivos ignóbeis", como, vil, desprezível, abjeto, baixo, sórdido, infame, indigno, torpe, mesquinho, vergonhoso e mentiroso, os quais descrevem Lula cujo caráter causa repulsa e desprezo – e ainda, não perde a oportunidade de falar, com a maior naturalidade, sobre problemas brasileiros crônicos, mesmo tendo governando o Brasil por 20 anos nos últimos 23 anos, incluindo o vampirão Temer, que era vice de Dilma. É o cúmulo do cinismo! Só nos resta o poder do voto nas próximas eleições. Fora Lula!
Comentários