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Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 18/12/2025

  • 18 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura
Por Luiz Fernando Alfredo
Por Luiz Fernando Alfredo

Amigos ocultos e cobras ocultas — E o Aniversariante onde fica


Confraternização de fim de ano é um espetáculo à parte. Reúne, no mesmo ambiente, o colega que sorri com entusiasmo artificial, o chefe que tenta parecer humano e aquele participante profissional de amigo oculto que sempre compra o presente mais vagabundo — mas recebe o melhor. É o espírito natalino em sua forma mais… criativa.

Enquanto os papéis com os nomes circulam, há quem torça para tirar o amigo querido, e há quem reze (essa é a parte mais religiosa do evento) para não tirar justamente a pessoa que o critica o ano inteiro. No final, metade descobre que participou de “amigo oculto”; a outra metade descobre que convive o ano inteiro com “cobra oculta”.

E Jesus? Bom… esse, nas festas modernas, virou quase figurante. A data que marca o nascimento daquele que pregou simplicidade e amor ao próximo hoje é disputada por panetones gourmet, playlists (músicas, áudio e vídeo) indecisas entre sertanejo e “Noite Feliz”, e mesas onde a paz só reina até alguém mencionar política, futebol, herança, religião ou dividir quem vai lavar a louça.

Mesmo assim, há algo de bonito — e teimoso — que resiste no Natal. Entre uma piada forçada e um presente que ninguém queria, sempre aparece um gesto sincero, um abraço verdadeiro, um minuto de silêncio interno onde lembramos que existe, sim, um motivo maior para tudo isso. Talvez Jesus não esteja no topo da árvore, mas sempre dá um jeitinho de aparecer onde ainda sobra algum espaço para generosidade.

No fim das contas, o Natal continua sendo um lembrete gentil (às vezes, cômico) de que convivência humana é essa mistura de afeto, ironia, tropeços e tentativas. E que, apesar das cobras ocultas, o que mais vale é a chance de reencontrar — ainda que por alguns instantes — o sentido da data que começou tudo isso.
Feliz Natal a todos!

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Gazeta de Varginha

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