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Opinião com Luiz Fernando Alfredo - 22/01/2026

  • gazetadevarginhasi
  • há 44 minutos
  • 3 min de leitura
Por Luiz Fernando Alfredo
Por Luiz Fernando Alfredo

O corpo diz muito e a mente não tem limite


Certa vez, ganhamos um livro com este título: "O corpo fala" na psicologia:
De fato, há estudos que indicam que nossos gestos, expressões faciais, postura e movimentos podem revelar emoções, intenções ou até mentiras. Por exemplo, nervosismo pode se manifestar por meio de movimentos involuntários, como piscar excessivamente, mexer as mãos ou pernas, ou evitar o contato visual.

Técnicas como a análise de linguagem corporal são usadas por investigadores e psicólogos para tentar entender o que uma pessoa está realmente pensando ou sentindo, além do que ela expressa verbalmente.

Há limitações dessas interpretações, apesar de úteis, essas interpretações não são infalíveis. Muitas vezes, os sinais podem ser mal interpretados, ou as pessoas podem aprender a disfarçar suas emoções, dificultando a leitura precisa.

Além disso, fatores culturais, contextuais ou individuais podem influenciar a forma como alguém se manifesta corporalmente, o que torna a análise mais complexa.

Assistimos um documentário, demonstrando narrativas e algumas imagens forjadas, sem evidencias em tempo real - nenhum vídeo ou foto - sobre a estória do ET de Varginha, um exemplo de como uma narrativa pode ganhar força mesmo sem evidências concretas. Muitas vezes, o sensacionalismo, a curiosidade e o desejo de explicar o inexplicável levam às pessoas a criar teorias elaboradas, mesmo que elas sejam altamente duvidosas ou forçadas.

A mídia, junto com a predisposição humana para buscar explicações para o que é misterioso, contribuem para a disseminação de histórias que parecem mais "forjadas" do que baseadas em fatos verificáveis.

Muitas pessoas citadas no documentário, nós conhecemos e até mantemos alguma convivência com elas, outras, já se foram deste mundo, quanto ao caso em si, temos uma certa propriedade para opinar, pois, éramos Secretário da Administração do Município e Presidente do Hospital Bom Pastor e na pasta da administração tínhamos como uma das atribuições, administrar os convênios de incentivo ao Tiro de Guerra, Policia Militar, Policia Civil, Corpo de Bombeiros e através da função no Hospital Bom Pastor, éramos também, por questões de cooperações mútuas, ligados aos Hospitais Humanitas e Regional e, nestas circunstâncias, por determinação do Prefeito da época, fomos encarregados de pesquisarmos sobre o possível evento extraterrestre.

Resumindo, as pessoas muitas vezes criam narrativas elaboradas por uma combinação de fatores psicológicos, culturais e sociais, mesmo na ausência de evidências sólidas. A psicologia do “corpo fala” pode ajudar a entender alguns aspectos do comportamento, mas é importante lembrar de suas limitações. Quanto às teorias sobre fenômenos como o ET de Varginha, elas demonstram como a imaginação e o desejo de explicar o inexplicável podem levar a histórias que parecem mais forçadas do que verdadeiras.

É o quarto texto que escrevemos sobre o assunto, nunca mudamos nada, desde a nossa investigação em janeiro de 1.996; quanto ao documentário é sofrível, cheios de falhas, descontinuado e confuso, propõe um número de protagonistas extraterreste até maior do que o da época. Quem sabe, daqui 30 anos, se o mundo não acabar antes, e a maioria de nós atores dos factoides de hoje, não estivermos mais aqui, a estória será outra mais imaginativa: o número de ETs mais substancial e até mais romântica e convincente, ainda mais com a Inteligência Artificial avançando celeremente ou totalmente destruída. Sempre abraçaremos teorias da conspiração, para aplacar nossas ilusões que vagueiam num cenário virtual dos eventos que não presenciamos.

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Gazeta de Varginha

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