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Oposição intensifica articulação por anistia após protestos e aguarda posição da Câmara

  • 8 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
A oposição voltou a articular a anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro, aproveitando o clima político pós-protestos de 7 de Setembro. A movimentação ocorre em um momento em que os holofotes se voltam ao STF (Supremo Tribunal Federal) e a pauta da Câmara dos Deputados permanece esvaziada.
Nesta segunda-feira (8), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem reunião prevista com o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, para discutir o tema e medir o apoio dentro de cada bancada. Até agora, o projeto segue parado, sem sequer ter o pedido de urgência votado em plenário.
Apesar da pressão da oposição, ainda não há um texto unificado. Nos bastidores, circulam três versões diferentes. Uma delas inclui a possibilidade de tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) elegível já nas próximas eleições e conceder perdão retroativo a partir de 14 de março de 2019, data de abertura do inquérito das fake news no Supremo.
Caso seja desengavetada, a proposta precisará tramitar nas duas casas do Congresso antes de chegar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Governistas já sinalizam que, se aprovada, Lula deverá vetar integralmente a medida.
Nas últimas semanas, o julgamento de Bolsonaro no STF acendeu expectativas entre seus aliados sobre a anistia. A possibilidade ganhou força com a saída de União Brasil e PP da base do governo e o reforço da articulação liderada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
No entanto, Motta indicou que a pauta dificilmente avançará antes do fim do julgamento. “Semana que vem não será nada. Vai ser uma semana mais tranquila para fazermos os diálogos”, afirmou Sóstenes a jornalistas.
Enquanto a oposição prepara uma ofensiva para aprovar algum texto, parlamentares governistas já calculam estratégias para barrar ou reverter a medida, caso avance no Congresso.

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Gazeta de Varginha

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