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ornalista Vakho Sanaia é condenado a 30 dias de prisão na Geórgia por críticas a políticos do governo; liberdade de imprensa é alvo de preocupação

há 1 dia
2 min de leitura

Reprodução
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Um tribunal da Geórgia condenou nesta segunda-feira (19) o jornalista Vakho Sanaia, apresentador do canal de oposição Formula, a 30 dias de prisão por publicações feitas na rede em que criticou políticos do partido governista "Sonho Georgiano". É a segunda vez que ele é detido e a terceira penalidade aplicada contra ele. Os comentários dirigidos ao presidente do Parlamento e a outro integrante do governo continham termos considerados vulgares, e já haviam resultado em uma pena de 14 dias de reclusão em julho deste ano. Ao ser notificado da nova condenação, Sanaia declarou: "O objetivo principal da minha prisão é silenciar a sociedade. Nós derrubaremos este regime, não importa quanto tempo leve."

O partido no poder, desde 2012, tem endurecido a postura contra opositores desde que conquistou a reeleição nas eleições parlamentares de outubro de 2024. A decisão de suspender o processo de adesão do país à União Europeia desencadeou grandes manifestações de rua, e desde então a repressão se intensificou. Na próxima semana, o Tribunal Constitucional analisará uma ação movida pelo próprio "Sonho Georgiano" que busca proibir definitivamente os maiores partidos de oposição do país. A população avalia que as medidas representam uma guinada autoritária e um retrocesso democrático.

O governo criou um órgão vinculado ao Ministério do Interior encarregado de monitorar declarações públicas que, segundo a nova norma, "violem ou insultem a dignidade humana e contenham discurso de ódio". Desde a criação desse mecanismo, dezenas de pessoas foram presas ou multadas por portar cartazes em protestos ou por publicar comentários na internet que criticam políticos e figuras públicas — incluindo Bidzina Ivanishvili, bilionário e ex-primeiro-ministro considerado o governante de fato da Geórgia. A amplitude da medida levou a críticas generalizadas.

Organizações de defesa dos direitos humanos, entre elas a Human Rights Watch, condenaram os processos e alertaram para o risco que representam à liberdade de expressão e à independência da imprensa. A condenação de um jornalista por conteúdo publicado em tom crítico ao poder reacendeu o debate internacional sobre o rumo institucional da Geórgia, país que se candidatou à integração europeia e que agora enfrenta questionamentos sobre o respeito a princípios democráticos fundamentais.

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