Palácio da Liberdade passa por restauração; espaço não era reformado desde 2006
- 8 de dez. de 2023
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Local, do fim do século XIX, foi sede do governo de Minas por 115 anos e faz parte do circuito turístico da Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
O Palácio da Liberdade, uma das principais atrações turísticas de Belo Horizonte, está passando por uma restauração. O edifício tem 125 anos e, desde 2006, não era submetido a reformas. Para continuar recebendo o público durante esses dias de obra, foi montada uma programação especial.
Os restauradores têm muito trabalho pela frente. No "quarto da rainha", que recebeu em 1920 a então rainha Elizabeth, da Bélgica, e no "quarto do governador", as molduras que decoravam o alto da parede, desabaram em um dia de chuva forte. As pinturas, nos salões e nas varandas, ou estão descascando ou têm mofo.
“A parede estava com desprendimento, a pintura estava soltando e agora a gente está corrigindo isso aplicando uma massa para deixar no mesmo nível. A gente está mantendo a pintura original que foi encontrada”, explicou o restaurador Matheus Santos.
O Palácio da Liberdade é do fim do século XIX e foi sede do governo de Minas por 115 anos. O espaço faz parte do circuito turístico da Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de BH.
“O teto, o pessoal fica bastante abismado mesmo porque é feito de papel machê, uma técnica do papel, cola e água, que é um material que pensam que é frágil e tudo, mas é um material muito leve que foi bem utilizado aqui no palácio, com muitos detalhes dando essa ideia bem bonita. A escada é uma inovação tecnológica muito grande no palácio, ela foi trazida lá da Bélgica. Ela foi trazida em três partes e montada aqui dentro do palácio”, contou o educador museal André Plotz.

O funcionário público Rui Gleison Santos veio do Sul de Minas Gerais conhecer essa joia – que é patrimônio cultural do estado.
“Esplêndido, né, impressionante por toda arquitetura, por todo o desenho e o significado de cada coisa dessa”.
Apesar de toda imponência, a estrutura estava precisando de uma "mãozinha", porque, desde 2006, não passava por reparos.
A restauração vai durar um ano e meio, mas não vai fechar as portas do palácio. Quem vier fazer uma visita nestes dias vai ter a oportunidade de ver de perto esse trabalho de recuperação do patrimônio.
“Fazer um ateliê aberto para que as pessoas possam conhecer as técnicas de restauração, principalmente dos elementos artísticos. Inclusive, tanto da criançada, que vai ser um caráter educativo, mas também de futuros restauradores, porque a gente sabe que desperta em várias pessoas essa vocação que às vezes não é nem percebida”, falou a presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), Marília Palhares Machado.
A funcionária pública Ana Cristina Iatarola ficou impressionada de ver como é delicada a recuperação do que foi perdido com o tempo.
“Com palitinhos, com pincéis, de cantinho a cantinho para deixar esse museu tão lindo. Foi a primeira vez e, assim, é muito interessante de ver o cuidado deles com toda essa arte, muito bacana”.







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