Pantanal Registra Recorde Histórico de Queimadas no Primeiro Semestre
25 de jun. de 2024
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Foto: Divulgação
O Pantanal teve a maior quantidade de focos de incendio ja registrada no primeiro semestre desde 1988, quando as queimadas comecaram a ser monitoradas por satelites pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Entre 1º de janeiro e 23 de junho deste ano, foram detectados 3.262 queimadas, um numero 22 vezes maior que o registrado no mesmo periodo do ano passado (+2.134%), segundo dados do instituto.
Este ano, o Pantanal bateu tambem o recorde de queimadas ocorridas no primeiro semestre de 2020. Naquele ano, foram 2.534 focos entre janeiro e junho e, ao fim de 12 meses, o fogo atingiu 22.116 focos. Aproximadamente 26% do Pantanal foi consumido pelo fogo, afetando pelo menos 65 milhoes de animais vertebrados nativos e 4 bilhoes de invertebrados, de acordo com o levantamento.
De acordo com especialistas, o aumento das queimadas no Pantanal em 2024 está ligado principalmente à crise climatica, uma vez que o bioma enfrenta seca severa. As chuvas escassas e irregulares nos primeiros meses de 2024 foram insuficientes para transbordar os rios e conectar lagoas e o rio Paraguai, principal rio do bioma, que teve niveis baixos para esta epoca do ano.
“Uma combinacao de fatores tem colaborado para o aumento das queimadas no Pantanal. Podemos destacar as alteracoes climaticas, o desmatamento na Amazonia, no Cerrado e no Pantanal, alem da atuacao do El Niño, que traz um periodo mais seco para as regioes do Centro-Oeste brasileiro. Todos esses elementos afetam diretamente o ciclo de chuvas e o acumulo de agua no territorio”, afirma Cyntia Santos, analista de Conservacao do WWF-Brasil.
Alem das mudancas climaticas, as queimadas no Pantanal tambem estão associadas à acao humana no Cerrado, devido à interconexao entre os biomas. O desmatamento no Cerrado do Planalto, onde estão as cabeceiras dos rios que abastecem a Planicie Pantaneira, contribui para a seca extrema no Pantanal.
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