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Pantanal sofre com estiagem severa e redução de áreas alagadas para 3 milhões de hectares

  • 9 de set. de 2024
  • 1 min de leitura
fogo
Foto: Divulgação
O Pantanal enfrenta uma das piores secas já registradas, com os jacarés e outros animais se concentrando nos poucos espelhos d'água que restam, em meio a temperaturas que chegam a 40 graus. O biólogo Gustavo Figueiroa destaca que a seca prolongada está causando grandes desequilíbrios na fauna local, forçando os animais a buscar água em áreas já povoadas, o que resulta em um desequilíbrio ecológico não natural para o bioma.
De acordo com o MapBiomas, que monitora os biomas desde 1985, o Pantanal é o bioma brasileiro que mais sofreu com a redução das áreas alagadas. Enquanto na década de 1990 havia cerca de 7 milhões de hectares de áreas alagadas, esse número caiu para 3 milhões em 2023. O risco é que o Pantanal, conhecido por sua rica biodiversidade e paisagens alagadas, possa desaparecer completamente como o conhecemos.
A estiagem também afetou o turismo local, forçando pousadas a reduzir a duração de passeios pelos rios. Em resposta, a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso perfurou poços artesianos ao longo da rodovia Transpantaneira para fornecer água tanto aos animais silvestres quanto ao gado da região, tentando minimizar os impactos da seca.

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Gazeta de Varginha

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