PCMG prende três suspeitos de roubo de café avaliado em R$ 4 milhões em Várzea da Palma
gazetadevarginhasi
30 de jul. de 2025
2 min de leitura
Divulgação
Três homens, de 35, 41 e 60 anos, foram presos pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por envolvimento no roubo de 120 toneladas de café beneficiado, avaliado em cerca de R$ 4 milhões, em uma fazenda de Várzea da Palma, no Norte do estado. O crime ocorreu em 22 de junho deste ano e foi atribuído a uma organização criminosa especializada em ataques ao setor produtivo rural.
As investigações também levaram ao bloqueio judicial de R$ 1,3 milhão em contas bancárias e à restrição de cerca de 40 veículos ligados aos investigados, entre carretas, caminhonetes e semirreboques, avaliados em R$ 8 milhões.
Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (29/7), o chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), delegado-geral Felipe Freitas, destacou o programa “Campo Seguro”, que intensifica a repressão a crimes no meio rural, especialmente nas regiões do Triângulo e Sul de Minas.
Segundo o delegado João Victor Leite, coordenador do inquérito, o roubo foi executado por 15 criminosos armados com fuzis. Eles renderam oito funcionários da fazenda, cortaram a internet local e usaram drones e rádios HT para coordenar a ação. Três carretas transportaram a carga ilegalmente.
Na semana seguinte ao crime, parte do café foi recuperada: 50 toneladas foram localizadas em Coromandel e duas carretas usadas na ação foram apreendidas.
As prisões ocorreram nos dias 22 e 24 de julho em Paracatu, no Noroeste de Minas, e em Tupaciguara, no Triângulo Mineiro. Em Paracatu, foram detidos pai e filho: o mais velho, de 60 anos, é suspeito de oferecer apoio logístico, usando sua empresa de transporte para mascarar a origem da carga; o filho, de 35 anos, teria participado diretamente do roubo e conduzido uma das carretas. Em Tupaciguara, o homem de 41 anos é apontado como responsável pelo transporte de parte do café e por atuação direta na ação criminosa.
As apurações continuam com o objetivo de identificar e prender outros envolvidos. A investigação foi realizada pela Delegacia Especializada em Investigação e Repressão a Crimes Rurais do Depatri, com apoio de equipes das delegacias de Pirapora, Buritizeiro, Paracatu e Tupaciguara.
Comentários