top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Pela sétima reunião seguida do Copom, Brasil mantém liderança mundial de juros reais, veja ranking

  • 3 de ago. de 2023
  • 2 min de leitura

Taxa de juros está alta no Brasil — Foto: Marcello Casal Jr /Agência Brasil


O Brasil mantém a liderança de maior taxa de juros reais do mundo, mesmo com o corte de 0,5 ponto percentual na Selic para 13,25% ao ano, promovido pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, na quarta-feira (2/8). O chamado juros reais é quando se desconta a inflação sobre a taxa. Segundo levantamento da MoneYou, em parceria com Infinity Asset Management, o Brasil empata com a Colômbia na quarta posição de juros nominais no mundo (quando não se desconta a inflação). Este ranking é liderado pela Argentinam com taxa de 97,00%.

Antes mesmo da reunião do Copom de quarta-feira (2/8), a MoneYou já indicava que o Brasil lideraria o ranking de juros reais com corte de 0,25 p.p ou 0,5 p.p. “Aos 13,5% ao ano e uma combinação de menor projeção de inflação em 12 meses, o Brasil reforça a 1ª colocação no ranking mundial de juros reais, preservando o pódio pela 7ª reunião consecutiva e acima de Hungria, México, Colômbia e Chile, este último com um corte recente agressivo. A taxa real é uma combinação de inflação projetada para os próximos 12 meses, via coleta do relatório Focus do Banco Central de 4,07% e a taxa de juros DI a mercado dos aproximados próximos 12 meses no vencimento mais líquido (outubro de 2024). O Brasil mantém a primeira colocação, em qualquer cenário, seja de corte de juros de 0,25 p.p. ou 0,50 p.p.”, disse o relatório.

Como o corte foi de 0,50 ponto percentual, os juros reais no Brasil foram para 6,68% ao ano. Na segunda colocação, aparece o México, com 6,64% de juros reais (descontada a inflação projetada para 12 meses), seguido pela Colômbia (6,15%).

Segunda MoneyYou, o movimento global de políticas de aperto monetário continuou a ganhar força, com o aumento expressivo no número de Banco Centrais sinalizando preocupação com a inflação, mesmo com a queda do preço de commodities. Segundo o levantamento, nas últimas reuniões do BCs, “entre 176 países, 59,09% mantiveram os juros, 31,82% elevaram e 9,09% cortaram. No ranking, entre 40 países, 40% mantiveram, enquanto 52,50% elevaram as taxas e 7,50% cortaram”, conclui.

Confira os 20 países com os maiores juros reais do mundo (descontada a inflação em cada país)
Brasil: 6,68%
México: 6,64%
Colômbia: 6,15%
Chile: 4,60%
África do Sul: 3,82%
Filipinas: 3,80%
Indonésia: 3,63%
Hong Kong: 2,83%
Reino Unido: 2,36%
Israel: 2,23%
Nova Zelândia: 1,96%
Estados Unidos: 1,82%
China: 1,67%
Malásia: 1,64%
Bélgica: 1,57%
Coreia do Sul: 1,57%
Espanha: 1,48%
Índia: 1,48%
Grécia: 1,47%
Rússia: 1,46%

Confira os países com maiores juros nominais (Sem descontar a inflação):
Argentina: 97,00%
Turquia: 17,50%
Hungria: 15,00%
Brasil e Colômbia: 13,25%
México: 11,25%
Chile: 10,25%
Rússia: 8,50%
África do Sul: 8,25%
República Checa: 7,00%
Polônia: 6,75%
Filipinas: 6,25%
Indonésia e Hong Kong: 5,75%
Nova Zelândia e Estados Unidos: 5,50%
Índia: 5,10%
Canadá e Reino Unido: 5,00%
Israel: 4,75%
China 4,35%
Alemanha, Áustria, Espanha, Grécia, Holanda, Portugal, Suécia, Bélgica, França, Itália: 4,25%

fonte: O Tempo

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page