Pesquisa que pode contribuir para tratamento de casos graves de dengue avança na UFMG
- 4 de mar. de 2024
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Estudo descobriu proteína que funciona como 'freio' para a inflamação desencadeada pela doença, mas financiamento está garantido apenas até setembro.

Um estudo realizado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está avançando e pode contribuir significativamente para a identificação e o tratamento de casos graves da doença.
O estudo, iniciado em 2015, está sendo conduzido por pesquisadoras do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG. Os primeiros resultados foram publicados na revista internacional eLife em 2022, revelando que a proteína Anexina A1 desempenha um papel crucial como indicador da gravidade da dengue e também atua como um "freio" para a inflamação causada pela doença.
Em casos mais graves, os níveis de Anexina A1 são reduzidos. Testes realizados em camundongos mostraram que os animais que receberam uma forma ativa da proteína desenvolveram sintomas mais leves da doença.
Atualmente, o estudo avançou para outra etapa, que busca determinar a melhor formulação da proteína. A professora adjunta do Departamento de Morfologia do ICB, Vivian Vasconcelos Costa, uma das coordenadoras da pesquisa, explicou que estão trabalhando para aumentar a durabilidade da proteína no organismo, encapsulando-a para uma liberação mais lenta e eficiente.
"Geralmente, as proteínas degradam muito rapidamente no nosso corpo. Então, nós estamos formulando essa proteína para ela durar mais tempo. Estamos encapsulando para que ela fique protegida e libere mais devagar, aumentando a biodisponibilidade. Quando comparamos com a proteína 'pura', já vimos que a encapsulada tem efeitos mais duradouros e melhores", explicou Vivian, que é uma das coordenadoras da pesquisa.
Além disso, estão sendo avaliadas diferentes vias de administração da molécula, considerando tanto a eficácia quanto a praticidade para os pacientes.
"Para o paciente, geralmente o comprimido é melhor, ninguém quer ficar tomando injeção. Mas, pela veia, o medicamento chega mais rápido no sangue do que pela cápsula. A gente fica comparando as vias de administração".



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