top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Petrobras nega impacto socioambiental na Foz do Amazonas, e MPF pede suspensão de perfurações

há 13 horas
3 min de leitura
Reprodução
Reprodução


A Petrobras afirmou que os estudos realizados até o momento não identificaram impactos socioambientais diretos sobre comunidades ou terras indígenas relacionados às atividades no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. Ao mesmo tempo, o Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) a suspensão imediata da licença de perfuração concedida à estatal.

O recurso do MPF foi apresentado na quinta-feira (17). Segundo o órgão, 17 municípios do Pará estão na área de influência do empreendimento. O Ministério Público afirma que embarcações utilizadas nas operações partem do porto de Belém e atravessam rotas tradicionais consideradas de grande sensibilidade ambiental.

Ainda de acordo com o MPF, indígenas, quilombolas e pescadores artesanais que vivem na região relataram possíveis prejuízos relacionados às atividades, incluindo destruição de redes de pesca, afastamento de peixes e risco de acidentes. Com base nessas alegações, o órgão defende que a licença seja suspensa até a realização de uma série de medidas.

Entre as exigências estão a realização de consulta prévia com todas as comunidades tradicionais da costa do Pará, novos estudos sobre a atividade pesqueira, apresentação de um plano de compensação e redelimitação da área de influência do empreendimento.

O MPF também pede que o processo continue tramitando na Justiça Federal do Pará. A argumentação é de que a competência deveria ser definida levando em consideração o local onde os possíveis danos podem ocorrer, já que parte da logística de embarcações, resíduos e apoio às operações está ligada ao estado.

A Justiça Federal no Pará havia encaminhado o processo para a Justiça Federal do Amapá sob o argumento de evitar decisões conflitantes. O MPF, entretanto, recorreu da decisão.

Petrobras contesta necessidade de suspensão

Em nota, a Petrobras afirmou que as atividades na Margem Equatorial estão atualmente na fase de pesquisa exploratória e que os estudos realizados não identificaram impactos socioambientais diretos sobre comunidades ou terras indígenas em decorrência das operações no bloco FZA-M-59.

A estatal também contestou a necessidade de uma consulta prévia no processo de licenciamento. Segundo a empresa, apesar de considerar que esse procedimento não é aplicável ao caso, foram promovidas ações de comunicação e diálogo com comunidades e setores da sociedade antes do início da perfuração.

A Petrobras informou ter realizado mais de 80 reuniões e audiências públicas em 22 municípios dos estados do Amapá e do Pará. A companhia também afirmou que cumpre as exigências estabelecidas pelos órgãos responsáveis pelo licenciamento ambiental.

A discussão ocorre após a Petrobras anunciar, em 14 de agosto, a descoberta de petróleo de boa qualidade no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59. O poço fica a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma região de águas ultraprofundas.

No dia 3 de setembro, o Ibama retificou a licença de perfuração do Morpho a pedido da Petrobras. A autorização passou a incluir também a perfuração de outros três poços: Manga, Crotalus e uma extensão do próprio Morpho. A licença prevê ainda medidas de monitoramento ambiental, controle de poluição e acompanhamento das atividades.

As operações no Morpho seguem na fase de conclusão da perfuração, enquanto a Petrobras planeja as atividades exploratórias relacionadas aos três poços contingentes.

A estatal também se manifestou sobre o uso de aeronaves e afirmou que o aeroporto de Oiapoque é utilizado dentro de sua capacidade licenciada. Segundo a Petrobras, desde 2023 foram realizadas reuniões com o Conselho de Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO) para discutir alterações nas rotas e ampliar a altitude das aeronaves.

A Petrobras declarou que permanece disponível para prestar esclarecimentos e reafirmou seu compromisso com a segurança, a proteção socioambiental, o diálogo com as comunidades e o cumprimento das determinações das autoridades.

1 comentário


Gwyneth Magnus
há 6 horas

The debate over drilling in the Foz do Amazonas shows why environmental monitoring and community consultation need to be considered alongside energy exploration. Even Kart Bros can make environmental settings feel more relevant when games put players in different road and landscape environments.

Curtir
bottom of page