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PF Desarticula Esquema de Lavagem de Dinheiro do PCC em Operação Concierge

  • 28 de ago. de 2024
  • 2 min de leitura
PF Desarticula Esquema de Lavagem de Dinheiro do PCC em Operação Concierge
Divulgação
Na manhã desta quarta-feira, 28, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Concierge, com o objetivo de desmantelar a atuação do crime organizado, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC), em crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. A operação mira especialmente o uso irregular de bancos digitais e fintechs, que operavam dentro de grandes instituições autorizadas pelo Banco Central.

A investigação revelou que a movimentação financeira ilícita gira em torno de R$ 7,5 bilhões, tornando essa uma das maiores ofensivas da PF contra o PCC. Segundo o superintendente da PF em São Paulo, delegado Rodrigo Sanfurgo, o objetivo é sufocar as finanças da organização criminosa, um golpe significativo para suas operações.

A PF descobriu que o PCC oferecia abertamente, por meio de dois bancos digitais, contas clandestinas que permitiam transações financeiras dentro do sistema bancário oficial de forma oculta. Essas contas eram utilizadas por facções criminosas e empresas com dívidas trabalhistas e tributárias, entre outros fins ilícitos.

Durante a operação, estão sendo cumpridos dez mandados de prisão preventiva, sete de prisão temporária e 60 de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais, todos expedidos pela 9ª Vara Federal em Campinas. A operação envolve 200 policiais federais.

Além das prisões, a Justiça determinou a suspensão das atividades de 194 empresas associadas ao esquema, a suspensão da inscrição de dois advogados na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a suspensão do registro de contabilidade de quatro contadores. Também foram bloqueados R$ 850 milhões em contas relacionadas ao grupo criminoso.

A PF destacou que essas contas eram anunciadas como "contas garantidas", "invisíveis" ao sistema financeiro e protegidas contra ordens de bloqueio, penhora e rastreamento. O esquema funcionava através de contas bolsões, sem conexão aparente entre remetentes e destinatários, dificultando o rastreamento.

Máquinas de cartão de crédito registradas em nomes de empresas de fachada também foram usadas para processar pagamentos não relacionados aos verdadeiros usuários, permitindo a lavagem de dinheiro e o pagamento de atos ilícitos de forma oculta.

Os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, operação de instituição financeira não autorizada, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem tributária e organização criminosa.
Fonte: Revista Oeste

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Gazeta de Varginha

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