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PF indicia 16 pessoas por queda de avião da Voepass e aponta cadeia de responsabilidades dentro da empresa

  • 7 de ago.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Polícia Federal concluiu a investigação sobre a queda do avião da Voepass que matou 62 pessoas em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, e indiciou 16 pessoas por crimes relacionados ao acidente. Segundo a apuração, a tragédia não teria sido resultado de uma única falha, mas de uma sequência de problemas envolvendo diferentes setores da companhia aérea, incluindo pilotos, funcionários de manutenção, despachantes operacionais, diretores e o presidente da empresa.

Entre os indiciados está o presidente da Voepass, José Luiz Felício Filho, além de diretores e outros funcionários da companhia. A investigação apontou possíveis responsabilidades relacionadas à segurança operacional da empresa, falhas de manutenção e supostas omissões de informações técnicas sobre a aeronave envolvida no acidente.

De acordo com a Polícia Federal, um dos principais pontos identificados durante a investigação foi o histórico de problemas no sistema de degelo da aeronave ATR 72-500 que realizava o voo entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP). Segundo os investigadores, a falha no equipamento já era conhecida e teria ocorrido em outras operações antes do acidente, sem que as medidas consideradas necessárias fossem adotadas.

A PF também apontou possíveis falhas envolvendo registros de manutenção da aeronave. Segundo a investigação, problemas técnicos teriam deixado de ser registrados adequadamente nos documentos obrigatórios, o que poderia ter permitido a continuidade das operações mesmo diante de alertas relacionados às condições do avião.

Os pilotos também aparecem entre os responsáveis apontados pela investigação. A PF analisou a atuação de profissionais envolvidos em voos anteriores e no próprio voo que terminou na queda da aeronave, avaliando procedimentos adotados diante das condições enfrentadas durante a operação.

Outro grupo citado no relatório é formado por despachantes operacionais de voo, responsáveis pelo planejamento das operações. Conforme a investigação, esses profissionais teriam autorizado voos em condições meteorológicas com previsão de formação severa de gelo, situação considerada relevante para a análise das causas do acidente.

A queda ocorreu em 9 de agosto de 2024, quando o avião da Voepass fazia o trajeto entre Cascavel e o Aeroporto Internacional de Guarulhos. A aeronave caiu na região de Vinhedo, no interior de São Paulo, provocando a morte de todos os 58 passageiros e quatro tripulantes que estavam a bordo.

Com a conclusão do inquérito da Polícia Federal, o caso segue para análise do Ministério Público, que deverá avaliar se apresenta denúncia formal contra os indiciados. A Voepass afirmou que o relatório integra a fase investigativa e declarou que aguardará os próximos desdobramentos do processo, mantendo o direito de defesa.

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Gazeta de Varginha

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