PMMG ganha laboratório balístico moderno para testes de coletes, capacetes e escudos
gazetadevarginhasi
27 de ago. de 2025
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Divulgação / Júlia Rodrigues/Fapemig
Governo de Minas investe R$ 1,4 milhão na modernização do Laboratório de Ensaios Balísticos da PMMG.
Uma parceria entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) resultou na modernização do Laboratório de Ensaios Balísticos da corporação. O local é responsável pelos testes de homologação de equipamentos de proteção balística, como capacetes, escudos e coletes.
O investimento de cerca de R$ 1,4 milhão foi destinado à adequação da estrutura e à aquisição de equipamentos modernos, ampliando o escopo de testes e aumentando a precisão das avaliações. Os ensaios verificam o comportamento dos materiais quando submetidos a disparos controlados, garantindo maior segurança aos policiais.
Para a major Layla Brunnela, chefe do Centro de Jornalismo Policial da PMMG, a iniciativa agrega tecnologia e confiança ao trabalho dos militares. “Um militar seguro e confortável na atividade presta um serviço ainda melhor para a população. Quem ganha, no final, é a sociedade”, afirmou. Lucas Mendes, subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sede-MG, destaca que a modernização também fortalece o setor de defesa e gera oportunidades econômicas no Estado.
Equipamentos modernos e testes avançados
O capitão Edgard dos Anjos, da PMMG, explica que os testes seguem normas internacionais e garantem a confiabilidade dos materiais, além de identificar produtos de qualidade inferior, direcionando a indústria nacional a aprimorar os equipamentos. Com o investimento, a PMMG se torna a primeira do país a contar com uma câmara climática, que simula o envelhecimento dos coletes balísticos para avaliar resistência e confiabilidade ao longo do tempo.
Outros equipamentos adquiridos incluem balança eletrônica de precisão para medir a quantidade de pólvora dos projéteis, telas para o cronógrafo, que calcula a velocidade dos disparos, e novos lotes de plastinina – massa que simula o corpo humano nos testes. Durante os ensaios, a plastinina é aquecida para reproduzir a densidade do corpo humano, permitindo mensurar o desempenho dos coletes e a transferência de impacto em situações reais.
Investimento em vidas
Para Luiz Gustavo Cançado, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, a parceria é um exemplo de como ciência e inovação podem ser aplicadas em benefício da sociedade. “Mais do que um investimento em tecnologia, estamos falando de um investimento em vidas. Essa cooperação mostra a força das parcerias entre instituições públicas quando colocamos o conhecimento a serviço do bem comum”, destacou.
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