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Polícia Civil apura suposta injúria racial em jogo entre categorias de base em Passos

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução
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A Polícia Civil de Minas Gerais investiga um suposto caso de racismo ocorrido durante um amistoso no domingo (22), no Estádio Abrahão Caram, em Passos (MG), entre o sub-17 do Passospel e o sub-20 do Caram.
Segundo o boletim de ocorrência, um adolescente de 16 anos, do Passospel, teria sido chamado de “macaco” três vezes por um jogador de 33 anos do Caram.
Após as ofensas, o jovem deixou o campo chorando. A partida foi interrompida e, depois, suspensa. A mãe do adolescente, Juliana Aparecida Jerônimo, contou que o filho chegou em casa abalado e que uma das ofensas foi ouvida por outro atleta. De acordo com ela, o caso ocorreu quando o jovem comemorava uma jogada no meio de campo.
“Ele chegou dizendo que estava vibrando muito no meio de campo, quando o rapaz mandou ele calar a boca e o chamou de macaco. Ele conversou com o juiz, que não levou para frente o caso e continuou com o jogo. Depois [o suposto agressor] chamou ele novamente, não foi só uma vez, até um amigo do time dele escutou e falou: ‘Pô, o que que é isso? Isso não pode fazer’. Aí ele [o suposto agressor] simplesmente virou e falou de novo: ‘É mesmo macaco’.”
A família tentou registrar a ocorrência ainda no domingo à noite.
“O pai levou ele na delegacia no domingo à noite, só que estavam todas fechadas. Eu até por mim deixaria. Se fosse uma criança da idade dele, a gente conversava com os pais, tentava chegar em um acordo, porque isso é coisa que não se faz. Mas, por se tratar de um adulto, eu pensei: ‘Não, vamos tomar as devidas providências’”, disse a mãe.
Em nota nas redes sociais, o Passospel informou que o caso está sendo apurado e que medidas cabíveis serão adotadas. O clube destacou que a equipe sub-20 do Caram manifestou apoio às providências e reforçou que atitudes discriminatórias não serão toleradas.
O atleta citado alegou mal-entendido envolvendo o apelido do diretor do Caram, que seria “macaco”, afirmando que chamava por ele quando o adolescente teria interpretado de forma equivocada.
O Caram Sport Clube informou que o jogador foi banido das atividades da equipe. A diretoria afirmou que havia acordo para mesclar atletas de diferentes idades na partida e divulgou nota de repúdio, reiterando que não compactua com qualquer forma de discriminação.
Fonte: G1

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Gazeta de Varginha

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