Polícia Civil bloqueia R$ 16 milhões e indicia 35 suspeitos por atuação do crime organizado na Grande BH
19 de jan.
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fonte: o tempo
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu as investigações da Operação Caniço com o indiciamento de 35 pessoas suspeitas de integrar organizações criminosas que atuavam no bairro Palmital, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A apuração teve como foco a repressão ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e ao controle territorial imposto à população local.
Entre os investigados, 19 tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça, após representação da PCMG. Desde a deflagração da operação, em 11 de novembro de 2025, 14 suspeitos já foram presos. Durante as ações, também foram apreendidos uma carabina calibre .40, cinco veículos, uma lancha, R$ 19,9 mil em dinheiro e três imóveis. Além disso, houve o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 16 milhões distribuídos em 29 contas bancárias.
As investigações foram conduzidas pelo Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) e tiveram início em agosto de 2024, a partir de denúncias feitas por moradores e da circulação de imagens em redes sociais e na imprensa, nas quais indivíduos apareciam exibindo armas de fogo durante um evento na região.
Segundo a Polícia Civil, foi identificada a atuação de grupos criminosos estruturados, com hierarquia definida, divisão de funções e domínio territorial. As organizações eram voltadas principalmente ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro, além de impor regras à comunidade por meio de ameaças, intimidações e episódios de violência.
No campo financeiro, as apurações apontaram o uso de rifas virtuais e outros mecanismos para ocultar e dissimular valores obtidos de forma ilícita. Também foi identificada uma estrutura sofisticada de lavagem de capitais, com utilização de pessoas físicas e jurídicas como “laranjas”, empresas de fachada, fragmentação de recursos e pulverização de movimentações bancárias.
O inquérito policial foi concluído com indiciamentos pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis.
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