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Polícia Civil de Minas Gerais Participa de Mobilização Nacional para Coleta de DNA de Familiares de Desaparecidos

  • 23 de ago. de 2024
  • 2 min de leitura
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) está participando, de 26 a 30 de agosto, da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. O objetivo da ação é encorajar familiares de desaparecidos a fornecerem amostras biológicas, que serão comparadas com os Bancos Estaduais de Perfis Genéticos e o Banco Nacional de DNA de pessoas com identidade desconhecida.

A delegada Ingrid Estevam, chefe da Divisão de Referência à Pessoa Desaparecida (DRPD), destaca a importância do envolvimento dos familiares para possíveis identificações. “A PCMG está preparada para receber as amostras com toda a estrutura necessária, visando alcançar resultados significativos”, afirma.

Giovanni Vitral, chefe do Laboratório de DNA da PCMG, informou que, nos últimos cinco anos, 26 pessoas foram identificadas por meio do banco de perfis genéticos. Ele explicou que o trabalho no Instituto de Identificação começou em 2014, mas as primeiras compatibilidades surgiram em 2019, após o fortalecimento da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG).

Pontos de ColetaEm Belo Horizonte, os familiares devem procurar a DRPD com um documento de identificação e o Registro de Evento de Defesa Social (Reds) do desaparecimento. Após a emissão da requisição pericial, serão direcionados ao Instituto Médico-Legal (IML) Dr. André Roquette para a coleta de material, disponível das 8h às 18h.

No interior, o procedimento deve ser iniciado na Delegacia Regional de Polícia Civil, seguida pela coleta nos Postos Médico-Legais.

Tipo de Material GenéticoOs familiares podem fornecer materiais de uso pessoal do desaparecido, como barbeadores, escovas de dente, roupas não lavadas e escovas de cabelo. A ordem de preferência para coleta envolve pais, filhos e irmãos.

Vitral ressalta que a coleta é simples e indolor, e o material genético coletado é processado e inserido no banco de dados para busca de compatibilidades. Atualmente, há 473 perfis genéticos de restos mortais não identificados no Banco Nacional e 533 no Banco Estadual.

As coletas podem ser realizadas durante todo o ano no IML Dr. André Roquette, na capital, e nos postos Médico-Legais, no interior do estado.
Fonte: Agencia Minas

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Gazeta de Varginha

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