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Polícia Civil deflagra operação Angra e cumpre 36 mandados contra esquema de lavagem de dinheiro em Minas Gerais

  • 29 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura
36 mandados contra esquema de lavagem de dinheiro em Minas Gerais
Divulgação
Operação Angra combate lavagem de dinheiro e crimes ambientais em Minas Gerais

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quinta-feira (28/11), a operação Angra, que resultou no cumprimento de 36 mandados de busca e apreensão em 17 cidades do estado, incluindo Belo Horizonte e municípios das regiões Metropolitana e Central. A ação é o desdobramento de uma investigação sobre lavagem de dinheiro, crimes ambientais e outros delitos relacionados ao comércio ilegal de minério de ferro.

A operação foi coordenada pelo Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), com o apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF-MG).

Investigação sobre crimes ambientais e lavagem de dinheiro
O ponto de partida da operação foi uma Unidade de Tratamento Minerário (UTM) em Itabirito, na região Central de Minas, que estava sendo investigada desde 2023. A UTM foi indiciada por operar sem a devida licença ambiental e por destruir espécies da Mata Atlântica. A unidade era apontada como destino de minério de ferro extraído ilegalmente no Quadrilátero Ferrífero, e seus controladores acumularam uma série de crimes ambientais ao longo de uma década.

Segundo a chefe do Dema, delegada-geral Bianca Landau, a continuidade das práticas criminosas, mesmo com investigações em andamento, acendeu um alerta. A partir daí, foi iniciada uma investigação financeira, que revelou um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresários do setor.

Esquema de lavagem de dinheiro desarticulado
Durante as investigações, a Polícia Civil identificou uma rede criminosa que operava com empresas de fachada, em nome de laranjas, para ocultar a origem ilícita do minério de ferro. O chefe da Divisão Operacional do Dema, delegado Hugo Arruda, revelou que a movimentação financeira de um ano e meio do esquema ultrapassou R$ 260 milhões. "Os criminosos recebiam o minério ilegal, beneficiavam o material e utilizavam empresas de fachada para dar aparência de legalidade", explicou Arruda.

Crimes investigados
Os crimes em investigação incluem organização criminosa, receptação qualificada, falsidade ideológica, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e ilícitos ambientais. A delegada Bianca Landau destacou que a operação de hoje teve como principal objetivo a apreensão de documentos e objetos, visando dar continuidade às investigações e possibilitar o indiciamento dos envolvidos.

A operação cumpriu mandados, além da capital mineira, nas cidades de Nova Lima, Itabirito, Congonhas, Contagem, Rio Acima, Divinópolis, Sete Lagoas, Barão de Cocais, Santa Bárbara, Bom Jesus do Amparo, Cachoeira da Prata, Maravilhas, Itatiaiuçu, São José da Lapa, Esmeraldas e Ribeirão das Neves.
Fonte: Agencia Minas

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Gazeta de Varginha

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