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Polícia Civil detalha esquema de hacker preso em condomínio de luxo no Rio

  • 15 de jan.
  • 2 min de leitura

fonte: o tempo
fonte: o tempo
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) divulgou detalhes da ação que resultou na prisão de Ricardo Lopes de Araújo, de 32 anos, conhecido como “Dom”, apontado como líder de uma quadrilha especializada em fraudes no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O suspeito foi localizado nesta quarta-feira (14) em um condomínio de luxo no bairro Maracanã, na zona Norte do Rio de Janeiro.
Segundo a PCMG, o grupo utilizava dados e senhas de magistrados para acessar ilegalmente o sistema do CNJ e emitir alvarás de soltura falsos, além de praticar outras fraudes judiciais. Na mesma ação, foi preso Matheus Felipe do Nascimento Silva, de 30 anos, apontado como braço-direito de Dom e que estava foragido desde 10 de dezembro de 2025.
As informações foram apresentadas durante entrevista coletiva concedida na Coordenação Aerotática da PCMG, no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, local onde a dupla desembarcou antes de ser encaminhada ao Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp). A Polícia Civil não detalhou, até o momento, como os criminosos tiveram acesso às senhas dos juízes.
De acordo com o delegado Leandro Matos Macedo, titular da 3ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Dom havia sido preso na primeira fase da Operação Veredicto, mas conseguiu fugir cerca de dez dias depois ao fraudar o Banco Nacional de Mandados de Prisão e emitir o próprio alvará de soltura. Após a evasão, equipes do Deoesp, com apoio do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), intensificaram as buscas até localizá-lo no Rio de Janeiro.
No imóvel onde a dupla estava escondida, os policiais apreenderam celulares, computadores e outros equipamentos de informática. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos quase não saíam do local, o que dificultava a identificação por vizinhos.
Com as prisões desta quarta-feira, a PCMG informou que todos os 12 alvos da investigação foram capturados. Até o momento, as fraudes identificadas ocorreram em Minas Gerais, mas as investigações continuam e não são descartadas novas fases da operação, diante do volume de material apreendido.
A Operação Veredicto, que teve a primeira fase deflagrada em dezembro de 2025 após cerca de oito meses de investigação, revelou uma estrutura criminosa considerada sofisticada. Conforme a Polícia Civil, o grupo atuava no desbloqueio de valores, liberação de veículos e movimentação irregular de contas judiciais. Na primeira etapa da operação, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 40 milhões, valor estimado como lucro obtido de forma ilícita pela quadrilha.

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Gazeta de Varginha

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