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Polícia Federal requisita quebra de sigilos de Lulinha por supostas “mesadas” no inquérito das fraudes no INSS

  • há 13 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Polícia Federal (PF) listou uma série de pagamentos que teriam sido feitos a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha — filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da própria corporação, o requerimento para a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dele, no contexto da apuração das fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), conforme detalhado no relatório sob sigilo que foi atendido pelo ministro André Mendonça.

No documento em sigilo, segundo a PF, há indicação de supostos pagamentos mensais de R$ 300 mil, que teriam sido feitos pelo operador investigado Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, ao filho do presidente por meio de uma amiga dele, e tais repasses estariam sendo analisados pelos agentes federais.

A corporação também identificou em fase mais recente da operação um envelope apreendido com uma amiga de Lulinha, que tinha o nome dele e que foi citado em diálogos interceptados entre essa amiga e o “Careca do INSS”, nos quais a apreensão do pacote foi mencionada com preocupação pelos interlocutores, conforme trechos de conversas relatadas pela PF.

Além dessas apreensões e citações, um **ex-funcionário de Antônio Camilo Antunes prestou depoimentos à PF e à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, afirmando que o lobista referia-se periodicamente a pagamentos destinados a Lulinha.

Com a autorização para quebra de sigilos, a Polícia Federal passará a vistoriar as contas bancárias, apurar possíveis transferências financeiras, identificar suas origens e destinos, além de estabelecer uma linha do tempo dos eventuais pagamentos, no esforço de verificar a veracidade e a natureza dessas movimentações financeiras atribuídas ao empresário.

A solicitação da PF foi formalizada ainda em janeiro de 2026 e autorizada por Mendonça no STF antes mesmo da votação da CPMI do INSS que aprovou, nesta quinta-feira (26), pedido semelhante no âmbito do Legislativo, o que trouxe à tona essas medidas no âmbito público.

No relatório sigiloso, os investigadores consideraram menções ao nome de Lulinha em conversas, documentos apreendidos e depoimentos, inclusive com indícios de menções e passagens relacionadas ao nome do empresário em ligações e transações que atraíram a atenção da PF, embora não haja, até o momento, conclusão formal de que ele seja oficialmente alvo de inquérito ou de que tenha sido identificado como sócio oculto no esquema, pois as apurações ainda estão em curso e carecem de elementos incontestáveis.

A investigação se dá no bojo da Operação Sem Desconto, que mira desvios e fraudes em pagamentos de benefícios do INSS e tem mobilizado autoridades de diferentes poderes na análise das supostas irregularidades.

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Gazeta de Varginha

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