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Polícia procura motorista de app suspeito de abuso: ‘julgam até a roupa dela’, diz mãe da vítima

  • 13 de dez. de 2023
  • 2 min de leitura

Adolescente de 16 anos voltava para casa de festa quando motociclista passou a mão em suas partes íntimas e tentou beijá-la à força


Polícia procura motorista de app suspeito de abuso: 'é um descaso, porque no fim nada é resolvido’, diz mãe FOTO: Google Street View


A Polícia Militar procura o motorista de 26 anos suspeito de abusar de uma adolescente de 16 em uma corrida de aplicativo por moto. O caso aconteceu no último fim de semana no bairro Céu Azul, em Ribeirão das Neves, na Grande BH. A jovem chamou a moto para voltar de uma festa, por volta de 1h da madrugada e, no trajeto, o suspeito passou a mão nas partes íntimas dela e ainda tentou beijá-la à força.

Em entrevista à Itatiaia, a mãe da adolescente explicou que a filha chegou em casa com comportamento estranho, entrou para o quarto e não quis conversar com ninguém. No dia seguinte, contou a história para a prima e então a família decidiu procurar a delegacia.

“Eu fui tomar as providências cabíveis, só que na delegacia te jogam de um lado pro outro. Por isso que muitas mulheres não denunciam o abuso, porque chegam na delegacia e, em vez de serem tratadas como vítimas, elas parecem culpadas”, desabafa.

O Boletim de Ocorrência foi registrado pela família na segunda-feira (11), no dia seguinte ao crime. Eles apresentaram dados do suspeito como nome, endereço e placa da moto. Ela deve prestar depoimento no dia 21 de dezembro.

“Foi difícil, porque eles ficam julgando até a roupa que ela veste. ‘Ah, como ele conseguiu passar a mão em você? Ele estava pilotando uma moto. Por que você não gritou?’ É muito fácil as pessoas julgarem quem está passando por um abuso. A gente fica com o psicológico abalado”, descreve.

A mãe afirma que a empresa de aplicativo 99 entrou em contato dizendo que a família deveria procurar um psicólogo e que eles poderiam reembolsar o valor da corrida.

“Dei tudo para polícia, entreguei tudo para eles. Minha filha tem apenas 16 anos, trabalha, estuda, é uma adolescente como outra qualquer”, afirma.

Enquanto o suspeito não é encontrado, a família convive com o medo. “Eu estou prestes a mudar daqui, porque como o rapaz já deve estar sabendo de tudo, corre o risco de querer voltar”, afirma.

A reportagem da Itatiaia entrou em contato com a Polícia Civil para saber sobre as investigações e as reclamações para registrar a ocorrência. A PC explicou que está “apurando o caso”.


FONTE: Itatiaia


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Gazeta de Varginha

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