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Por 8 a 2, STF barra continuidade da CPMI do INSS e encerra comissão

  • há 2 horas
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Por 8 a 2, STF barra continuidade da CPMI do INSS e encerra comissão
Divulgação
STF barra prorrogação da CPMI do INSS e determina encerramento dos trabalhos.

O Supremo Tribunal Federal decidiu, nesta quinta-feira (26), derrubar a liminar do ministro André Mendonça que havia determinado a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Com isso, os trabalhos da comissão devem ser encerrados no próximo sábado (28).

A decisão foi tomada pelo plenário da Corte, com placar de 8 votos a 2 contra a continuidade da investigação. Apenas o relator, Mendonça, e o ministro Luiz Fux votaram a favor da prorrogação.

A CPMI foi criada para investigar fraudes e descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social, além de possíveis irregularidades envolvendo empréstimos consignados.

Divergência no STF
O relator André Mendonça defendeu que o pedido de prorrogação atendia aos requisitos legais, como o número mínimo de assinaturas parlamentares, e destacou que a Constituição garante às minorias o direito de investigação.

Para ele, impedir a continuidade da CPMI representaria uma violação ao direito de oposição no Congresso Nacional.

Já a divergência foi aberta pelo ministro Flávio Dino, cujo entendimento prevaleceu. Segundo ele, as comissões parlamentares de inquérito devem respeitar o requisito constitucional de prazo determinado.

Dino argumentou que permitir prorrogações sucessivas ou automáticas comprometeria o equilíbrio entre os poderes e poderia abrir espaço para investigações sem limite de tempo.

O posicionamento contrário à prorrogação também foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

Vazamentos e críticas
Durante o julgamento, ministros também criticaram o vazamento de conversas pessoais atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que é alvo das investigações.

Gilmar Mendes classificou a situação como “deplorável”, enquanto Alexandre de Moraes afirmou que o vazamento é “criminoso”.

Contexto político
A ação que motivou a decisão foi apresentada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão, que alegou omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e da Mesa Diretora ao não darem andamento ao pedido de prorrogação.

Na decisão individual anterior, Mendonça havia determinado que o requerimento fosse analisado em até 48 horas, sob pena de aceitação automática em caso de omissão.

Apesar disso, o plenário do STF entendeu que a prorrogação não é automática e deve respeitar limites constitucionais, especialmente o prazo determinado das CPIs.

Com a decisão, a CPMI do INSS encerra seus trabalhos após meses de investigação iniciados em agosto de 2025, em meio a debates sobre o alcance dos poderes das comissões parlamentares e o equilíbrio entre maioria e minoria no Congresso.
Fonte: Info AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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