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Premiê britânico Keir Starmer descarta renúncia e diz estar focado no trabalho em meio a crise política por ligação de ex-embaixador com Epstein

  • 9 de fev.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O primeiro-ministro do Reino Unido, Sir Keir Starmer, afirmou que não pretende renunciar ao cargo e que está concentrado no desempenho de suas funções, apesar de uma crise política em curso desencadeada pela polêmica em torno da nomeação de um ex-embaixador britânico ligado ao financista condenado Jeffrey Epstein, segundo declaração de um porta-voz oficial de Downing Street.

A crise surge após a divulgação de uma nova leva de documentos vinculados aos arquivos de Jeffrey Epstein, que reavivaram controvérsias sobre o ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, Peter Mandelson — uma figura veterana dentro do Partido Trabalhista que chegou a ocupar altos cargos no governo britânico. Os documentos sugerem que Mandelson mantinha uma relação contínua com Epstein e possivelmente teria compartilhado informações sensíveis com ele. Mandelson foi demitido do cargo de embaixador em setembro de 2025 após as primeiras revelações sobre seus vínculos com Epstein e, mais recentemente, renunciou ao cargo na Câmara dos Lordes, abrindo espaço para uma investigação policial sob a suspeita de possível conduta imprópria em função pública.

A polêmica intensificou-se com a renúncia de Morgan McSweeney, chefe de gabinete de Starmer, que deixou o cargo no dia 8 de fevereiro de 2026. McSweeney disse que tomou a decisão de renunciar porque havia aconselhado o primeiro-ministro a nomear Mandelson ao posto diplomático, um ato que agora é amplamente criticado como um erro de julgamento político que prejudicou a confiança no governo.

Logo depois da saída de McSweeney, o diretor de comunicações de Downing Street, Tim Allan, também anunciou sua saída, alimentando ainda mais a sensação de instabilidade na administração de Starmer. Mesmo assim, o porta-voz oficial declarou que o premiê permanece determinado e focado nas prioridades de governo, incluindo questões como política econômica e medidas sociais, e que não há intenção de renunciar neste momento.

O governo também tem enfrentado pressão para liberar documentos internos relacionados ao processo de nomeação de Mandelson, numa tentativa de aumentar a transparência e responder a críticas tanto de membros da oposição quanto de alguns parlamentares do próprio Partido Trabalhista.

Organizações policiais britânicas conduzem buscas e análise de informações nos endereços ligados a Mandelson sob investigação por suposta má conduta em cargo público, embora ele não tenha sido formalmente acusado de crimes sexuais relacionados à questão.

Apesar das críticas e dos pedidos de alguns parlamentares por sua saída, Starmer tem reiterado internamente que sua prioridade é continuar à frente do governo e enfrentar as demandas políticas e econômicas do país, mantendo sua agenda mesmo diante da turbulência política causada pelo escândalo.

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Gazeta de Varginha

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