Presidente de esquerda eleito em Portugal, António José Seguro vence com 66,7% dos votos válidos
gazetadevarginhasi
há 11 horas
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António José Seguro, presidente eleito de Portugal, proferiu seu primeiro discurso público após a vitória nas eleições presidenciais de 8 de fevereiro de 2026, em que garantiu uma vitória que classificou como resultado da democracia portuguesa e expressão da vontade popular.
Seguro, de 63 anos, foi eleito com 66,7% dos votos na segunda volta contra o candidato André Ventura, do partido Chega, que recebeu 33,3% — resultado que também marcou o maior número de votos alcançado por um presidente eleito em Portugal desde o início da democracia em 1976.
No seu discurso de vitória, realizado na noite do 8 de fevereiro de 2026, o presidente eleito destacou a amplitude do apoio recebido, afirmando que a sua eleição não pertence apenas a ele, mas à população portuguesa. Ele afirmou: “Sou livre, vivo sem amarras”, e sublinhou que essa independência será crucial para o desempenho de seu mandato.
Seguro também declarou que pretende ser uma figura de unidade nacional, afirmando: “Como futuro presidente da República, acrescento que a partir desta noite deixámos de ser adversários e temos agora o dever partilhado de trabalhar por um Portugal mais desenvolvido e mais justo”. Ele reafirmou que não será um contrapoder ao governo, mas sim um presidente exigente com soluções e resultados.
Além disso, o presidente eleito reforçou o compromisso de representar “todos, todos, todos os portugueses”, incluindo aqueles que não votaram nele, e realçou que o mandato será exercido com independência e cooperação institucional com o governo e o Parlamento.
No discurso, Seguro abordou também temas de interesse público mais amplo, dirigindo-se às vítimas de circunstâncias difíceis enfrentadas pelo país, como as consequências das cheias recentes, e sublinhou a importância de que o Estado responda rápida e efetivamente às necessidades da população.
A vitória de Seguro e seu primeiro discurso público como presidente eleito foram amplamente vistos como reflexos do desejo da maioria dos eleitores por estabilidade democrática e moderação política, em um cenário em que a presidência portuguesa, embora predominantemente cerimonial, possui influência significativa em períodos de crise e em questões institucionais importantes.
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