Premiê da Suécia, Ulf Kristersson, anuncia renúncia após derrota em eleições parlamentares; oposição de centro-esquerda conquista maioria
há 1 dia
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O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, anunciou nesta quinta-feira (17) que renunciará ao cargo, após o bloco governista de centro-direita perder a maioria nas eleições parlamentares realizadas no domingo (13). Os partidos de oposição de centro-esquerda conquistaram 176 cadeiras, enquanto a coligação liderada por Kristersson ficou com 173, dos 349 assentos do Parlamento. A contagem dos votos está concluída, e o resultado aguarda apenas certificação formal nos próximos dias.
Em mensagem publicada na rede social X, Kristersson informou que solicitou sua exoneração para que o presidente da Câmara possa dar início às negociações de formação de um novo governo. A vitória abre caminho para o retorno de Magdalena Andersson, líder do Partido Social Democrata e primeira mulher a comandar o governo sueco, que esteve no cargo em 2021. A formação de uma coligação de centro-esquerda, no entanto, ainda enfrenta obstáculos: o Partido do Centro já sinalizou que não se unirá a um governo que inclua o Partido da Esquerda, enquanto o Partido Verde é considerado aliado potencial. Os sociais-democratas já convidaram os demais partidos para iniciar conversas.
A campanha foi marcada pela disputa entre a centro-esquerda e o bloco de Kristersson, que pretendia integrar a extrema-direita dos Democratas Suecos à coalizão e dar continuidade a políticas mais restritivas de imigração e segurança. Os Democratas Suecos, porém, registraram queda no percentual de votos pela primeira vez desde que ingressaram no Parlamento, em 2010 — fator decisivo para o desfecho apertado. A vice-primeira-ministra Ebba Busch reconheceu que o cenário é incerto e que as divisões entre os partidos da oposição podem dificultar a formação do novo governo.
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