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Preços de medicamentos no Brasil registram alta de até 360% em 2024, impactando pacientes e SUS

27 de jan. de 2025
2 min de leitura
Preços de medicamentos no Brasil registram alta de até 360% em 2024, impactando pacientes e SUS
Reprodução
Em 2024, o Brasil enfrentou um aumento alarmante nos preços de medicamentos, com alguns produtos apresentando reajustes de até 360%. A análise, conduzida pela CliqueFarma/Afya e divulgada pelo Poder360, revela que fármacos como rivaroxabana, prednisolona e tadalafila foram os mais afetados, com aumentos substanciais que superaram as expectativas de inflação estabelecidas pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

O medicamento rivaroxabana, utilizado para o tratamento e prevenção de tromboses, liderou o aumento com 359%. Seguiu-se a prednisolona, um corticosteroide utilizado em doenças autoimunes, com alta de 340%, e a tadalafila, usada para tratar disfunções eréteis, que subiu 328%. Esses aumentos são preocupantes, pois ultrapassaram os 4,5% de aumento permitidos pela CMED para o ano de 2024.

Fatores que impulsionaram o aumento de preços
Vários fatores contribuíram para essa elevação nos custos. A inflação, flutuações cambiais e desafios na cadeia de suprimentos tiveram um impacto direto no custo de produção e importação dos medicamentos. Além disso, o aumento nos custos dos insumos e a baixa concorrência em algumas categorias de medicamentos podem ter intensificado esses reajustes.

Esses medicamentos são essenciais para o tratamento de condições graves e, portanto, sua vulnerabilidade a variações de preço causa uma preocupação adicional, uma vez que os parâmetros regulatórios da CMED nem sempre conseguem acompanhar as pressões externas no mercado.

Acesso aos medicamentos e os desafios enfrentados pelo SUS
O aumento no preço de medicamentos não é apenas uma questão de mercado, mas também afeta a capacidade de acesso da população, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS). Um exemplo emblemático é a insulina análoga de longa ação, que foi incorporada ao SUS em 2019. No entanto, passados mais de 2 mil dias, muitos pacientes ainda enfrentam dificuldades para ter acesso a esse medicamento.

A situação se estende a outros 76 medicamentos aprovados para o SUS, incluindo tratamentos para câncer, hepatites e doenças ginecológicas, além de exames e implantes, conforme análise da Folha de S. Paulo.

O impacto do controle de preços na disponibilidade de medicamentos
O controle de preços de medicamentos envolve uma difícil tarefa de equilibrar os interesses dos consumidores e das empresas farmacêuticas. Embora os reguladores tentem manter os preços acessíveis, as empresas enfrentam desafios significativos para ajustar os valores diante da realidade econômica. A dificuldade em equilibrar esses interesses pode resultar em escassez ou até em inacessibilidade a medicamentos essenciais.

O reajuste autorizado pela CMED leva em consideração inflação, produtividade industrial e variações cambiais, mas a pressão de fatores externos, como aumento no custo de insumos e falhas na cadeia de suprimentos, pode fazer com que os reajustes superem os limites impostos. Esse cenário destaca as vulnerabilidades do sistema de saúde brasileiro e a necessidade urgente de uma abordagem mais eficaz para garantir que os brasileiros tenham acesso a medicamentos essenciais sem comprometer o orçamento do SUS ou os custos para os pacientes.
Fonte: TerraBrasilNoticias

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Gazeta de Varginha

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