Privatização da Copasa é concluída e governo de Minas reduz participação para 5%
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Divulgação/ Privatização da Copasa foi concluída na B3, em São Paulo, com redução da participação do Governo de Minas para 5%.
Privatização da Copasa é concluída e governo de Minas reduz participação para 5%.
O processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foi concluído nesta terça-feira durante cerimônia realizada na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. O encerramento da operação foi confirmado pelo governador de Minas Gerais, Mateus Simões, que participou do tradicional toque de sino que marca a finalização oficial das negociações.
A operação envolveu a oferta de 65% das ações da companhia ao mercado, com expectativa de movimentar cerca de R$ 13,9 bilhões. Investidores internacionais adquiriram aproximadamente 40% dos papéis disponibilizados, enquanto o Grupo Equatorial foi definido como investidor de referência ao assumir 30% da participação na empresa.
Com a conclusão da venda e a pulverização de ações no mercado, a participação do Governo de Minas Gerais na Copasa foi reduzida para 5%. A concessão da companhia terá prazo de 28 anos.
O Grupo Equatorial, controlador da Sabesp, tornou-se o principal acionista da empresa mineira. Já a gestora Perfin aparece como a segunda maior acionista, com participação de 12,76% por meio dos fundos sob sua administração.
Durante a cerimônia, o governador Mateus Simões afirmou que o Estado continuará mantendo instrumentos de proteção ao interesse público, incluindo o direito de veto em situações específicas consideradas estratégicas.
Segundo o governo estadual, a privatização tem como objetivo acelerar investimentos no setor de saneamento básico e ampliar o acesso da população aos serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto, em conformidade com as metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento.
Ao comentar a operação, Simões destacou a necessidade de ampliar a cobertura dos serviços no estado. Segundo ele, a meta é alcançar a universalização do saneamento, garantindo água tratada, coleta e tratamento de esgoto, além da melhoria na qualidade dos serviços prestados à população.
A venda da Copasa também faz parte do processo de adesão de Minas Gerais ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Os recursos obtidos com a desestatização deverão ser utilizados como contrapartida para a renegociação da dívida estadual, estimada em cerca de R$ 200 bilhões, além de investimentos em infraestrutura.
O projeto de adesão ao programa foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais e sancionado no fim de 2025. Já o processo de venda da companhia foi iniciado oficialmente pelo governo estadual em janeiro deste ano.