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Produção de tomate no Brasil bate recorde histórico, mas clima preocupa safra de 2026

  • há 7 horas
  • 2 min de leitura
Produção de tomate no Brasil bate recorde histórico, mas clima preocupa safra de 2026
Divulgação
Produção de tomate no Brasil bate recorde histórico em 2025, mas clima preocupa safra de 2026.

O Brasil alcançou em 2025 um novo patamar na produção de tomate, com 4,7 milhões de toneladas colhidas, crescimento de 27% em relação a 2022 e superando o recorde anterior de 2011, quando foram produzidas 4,4 milhões de toneladas. O avanço foi impulsionado pelo melhor manejo, irrigação eficiente e melhoramento genético, elevando a produtividade média de 71 para 74 toneladas por hectare e ampliando a área plantada de 52,3 mil para 63,3 mil hectares.

No entanto, para 2026, o clima adverso já representa desafio. Chuvas frequentes e temperaturas elevadas aumentaram a incidência de doenças fúngicas e bacterianas, causando manchas nos frutos e maior descarte nas lavouras. Hugo Centurion, head da Ascenza Brasil, ressaltou que “o monitoramento constante da lavoura, programas integrados de proteção, rotação de ativos e uso correto de defensivos registrados são essenciais para reduzir perdas e preservar a sanidade das plantas”.

Práticas como irrigação adequada, ventilação do dossel e variedades mais resistentes, incluindo plantas enxertadas, são estratégias recomendadas para sustentar a produtividade mesmo em condições desfavoráveis. Hoje, o país figura entre os dez maiores produtores globais de tomate, oscilando entre 5º e 9º lugar, atrás de líderes como China, Índia, Turquia, Estados Unidos e países da União Europeia.

O mercado global de tomate movimentou US$ 217 bilhões em 2025 e deve atingir US$ 273,8 bilhões até 2030, com crescimento médio anual de 4,76%, segundo a Mordor Intelligence.

Oferta limitada e preços em alta
A menor disponibilidade de frutos de qualidade já impacta o mercado atacadista. Levantamento do Cepea indica estabilidade em São Paulo e Belo Horizonte, mas altas expressivas em outras regiões: no Rio de Janeiro, o tomate longa vida subiu 34%, com caixa a R$ 134,12, e em Campinas, a alta foi de 11%. Em fevereiro de 2025, o maior preço observado foi R$ 109,75.

A expectativa é de que os preços sigam pressionados ao longo do ano. A FGV Ibre projeta aumento próximo de 7% em 2026, devido à oferta restrita e aos custos elevados de produção.

A produção nacional concentra-se em Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Paraná, dividida entre tomate de mesa (60%) e tomate industrial, destinado a molhos, extratos e derivados.
Fonte: CNN

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Gazeta de Varginha

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