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Puxões, tapas e xingamentos: estagiárias relatam assédio de juiz afastado em Divinópolis

  • 29 de jun. de 2023
  • 2 min de leitura

Divulgação/TJMG


O juiz Ather Aguiar, da Comarca de Divinópolis (MG), afastado do cargo na quarta-feira (28) após uma medida cautelar do Órgão Especial do TJMG, é alvo de denúncias feitas por sete servidoras e estagiárias que atuam na cidade do centro-oeste mineiro.

Na decisão de afastamento, a que a Itatiaia teve acesso, servidoras, profissionais contratadas, estagiárias e ex-estagiárias dão detalhes dos assédios físicos, sexuais e morais que teriam sido cometidos pelo juiz. Um assessor dele também foi afastado por decisão dos desembargadores.

O juiz também foi alvo de reclamações de advogados, em 2019, por desrespeito durante audiências.

Assédio sexual
Uma das estagiárias conta que foi alvo de assédio de cunho sexual durante uma conversa sobre a festa junina que seria realizada no fórum. Segundo ela, o magistrado disse que tinha paçoquinha no gabinete. A jovem respondeu que não tinha caldinho, ao que o juiz teria respondido: “o caldinho que eu tenho você não quer”.

“No dia a dia, ele bate na gente com livros, joga livros na gente. Recentemente ele bateu com o livro na minha bunda e eu falei que não gostava desse tipo de brincadeira. Ele foi e falou: ‘se eu te bater, você vai apaixonar, você não sabe o que eu já fiz com uma estagiária nessa mesa”, afirmou a mulher em depoimento.

Uma mulher também relatou que o magistrado tem o costume de dizer frases desrespeitosas como ‘mulher serve para ficar atrás do portão’ e ‘cabeça de bagre’. Em outra situação, quando a jovem avisou que não poderia trabalhar porque tinha provas, o juiz Ather Aguiar teria respondido: “não vai trabalhar porque vai 'dar' a noite inteira”.

Amarrada a uma cadeira
Outra mulher, que ocupou o cargo entre 2022 e 2023, disse que o juiz Ather Aguiar afirmava com frequência que "ficava" com estagiárias no gabinete e que “transava com elas em cima do processo”. Em depoimento, ela disse que o magistrado falava abertamente sobre sua intimidade e colocava filmes pornográficos com sol alto “para todos escutarem, o que deixava todo mundo constrangido”.

Ela também acusa um assessor de Ather de tê-la chamado de “vagabunda”. Ela respondeu com um xingamento e o assessor teria prendido a jovem na cadeira com uma fita e a arrastou até a sala do juiz. Conforme o depoimento, Ather Aguiar, ao ver a cena, teria rido e dito: “fez pouco, deveria ter amordaçado”. A estagiária só foi solta com a ajuda de uma amiga.

Fonte: Itatiaia

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Gazeta de Varginha

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