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Páscoa Solidária leva acolhimento e aproxima crianças do Judiciário em Varginha

  • 11 de abr.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Varginha realizou, no sábado (30/03), a campanha “Páscoa Solidária” no Fórum Dr. Antônio Pinto de Oliveira. A iniciativa teve como principal objetivo promover a cidadania e proporcionar uma aproximação mais humanizada entre crianças e adolescentes acolhidos institucionalmente e o ambiente jurídico.
A ação reuniu 29 crianças e adolescentes, que participaram das atividades acompanhados por nove educadoras das Casas Lares de Varginha e Carmo da Cachoeira. O encontro ocorreu no Salão do Júri e foi marcado por uma programação cuidadosamente elaborada para tornar o momento acessível e acolhedor. Durante o evento, os participantes tiveram contato com a história da Páscoa apresentada de forma didática, além de participarem de atividades recreativas que permitiram conhecer, de maneira leve e interativa, aspectos do funcionamento do Poder Judiciário.
Um dos momentos mais marcantes da programação foi a experiência no Tribunal do Júri, onde os jovens puderam vestir a toga de juiz e registrar o momento por meio de fotografias. A atividade teve caráter lúdico e educativo, contribuindo para aproximar os participantes da realidade do Judiciário. De acordo com a supervisora do Cejusc, Núbia Bueno de Macêdo, essa vivência ajuda a desconstruir a imagem de um ambiente excessivamente formal e distante, reforçando a função social da instituição e sua importância no contexto comunitário.
A mobilização contou ainda com a participação de magistrados, psicólogos e assistentes sociais, que acompanharam todo o desenvolvimento das atividades e participaram da entrega de ovos de Páscoa e caixas de bombons arrecadadas para a ocasião. Para a psicóloga judicial Amanda Telles Lima, o contato direto com os juízes e demais profissionais do sistema de Justiça possibilitou que os jovens se sentissem acolhidos e reconhecidos, contribuindo para uma nova percepção sobre o espaço do Fórum.
Além da distribuição de doces e do momento de confraternização, a ação teve como foco central o cuidado com o bem-estar emocional dos participantes. A proposta buscou incentivar práticas mais humanizadas dentro do ambiente forense, promovendo experiências positivas e fortalecendo vínculos. Segundo a equipe organizadora, o evento conseguiu transformar, ainda que temporariamente, o espaço do Judiciário em um ambiente de acolhimento, escuta e esperança, gerando impactos positivos percebidos pelos jovens após o retorno às instituições.

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Gazeta de Varginha

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