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Quem é Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro preso por ordem do STF

  • gazetadevarginhasi
  • 2 de jan.
  • 2 min de leitura
Quem é Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro preso por ordem do STF
Divulgação
O ex-assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Filipe Martins Pereira, foi preso pela Polícia Federal nesta sexta-feira (2), em sua residência em Ponta Grossa, no Paraná. A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o descumprimento de medidas cautelares impostas ao investigado.

Filipe Martins foi condenado pelo STF a 21 anos e 6 meses de prisão no julgamento do chamado núcleo 2 da tentativa de golpe de Estado. Esse grupo, segundo as investigações, era responsável por operacionalizar ações consideradas centrais no plano golpista, incluindo o monitoramento e a articulação de um plano de assassinato de autoridades.

Martins atuou como assessor especial no início do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2019, após integrar a equipe de transição do então chanceler Ernesto Araújo. Sua aproximação com Bolsonaro ocorreu ainda em 2014, por intermédio do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), apontado como seu padrinho político.

De acordo com a Polícia Federal, Filipe Martins teria sido o responsável por apresentar ao ex-presidente, em novembro de 2022, a chamada “minuta do decreto golpista”. O documento previa a prisão de diversas autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moraes e o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Conforme a investigação, o texto teria sido posteriormente alterado por determinação de Bolsonaro, permanecendo apenas a previsão de prisão do magistrado do STF.

Ainda segundo a PF, Martins exercia papel estratégico na organização jurídica do plano, intermediando contatos para a elaboração do documento conforme os interesses da organização criminosa investigada. O núcleo 2 também seria encarregado do monitoramento de autoridades e da elaboração de ações mais extremas.

A prisão desta sexta-feira ocorreu após o ex-assessor descumprir a medida cautelar de prisão domiciliar ao utilizar a rede social LinkedIn. No dia 29 de dezembro, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa prestasse esclarecimentos sobre a suposta utilização da plataforma.

Os advogados de Filipe Martins negam que ele tenha feito uso comunicacional de redes sociais. A defesa sustenta que as contas digitais estão sob sua custódia desde fevereiro de 2024, sendo acessadas apenas para fins técnicos, como preservação de provas e organização de informações processuais. Segundo os advogados, Martins não realizou postagens, não interagiu com terceiros e não enviou mensagens, alegando ainda que o LinkedIn possui caráter profissional e que a movimentação pode ter sido gerada por registros automáticos da própria plataforma.

Gesto racista no Senado
Filipe Martins também ganhou notoriedade em março de 2021, quando foi acusado de fazer um gesto considerado racista durante uma sessão no Senado Federal. Sentado atrás do então presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, ele foi flagrado pela transmissão oficial formando com as mãos as letras “W” e “P”, em referência à expressão “White Power”.

O ex-assessor chegou a ser denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) e absolvido em primeira instância. No entanto, após recurso, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região reformou a decisão e o condenou, em dezembro de 2024, a dois anos e quatro meses de prisão, com a pena convertida em prestação de serviços comunitários e pagamento de multa no valor de R$ 52 mil.
Fonte: Informaçoes AgBrasil

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