Restauração de imagens sacras em cidade mineira gera críticas de moradores e insatisfação do conselho responsável
12 de jun.
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Reprodução
As alterações realizadas nas esculturas do Monumento do Calvário de Jesus, em Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de Minas Gerais, provocaram repercussão entre os moradores da cidade. As imagens, localizadas na Praça Nossa Senhora Aparecida, no bairro Adelino Mano, passaram por um serviço de revitalização que modificou a pintura dos rostos, o que gerou críticas e comentários entre a população.
Quem esteve no local percebeu mudanças nos traços das esculturas, com aplicação de cores nos olhos, sobrancelhas e lábios, alterando a aparência original das imagens religiosas. A repercussão rapidamente se espalhou entre os moradores e chegou às redes sociais.
Nos comentários em uma publicação da Prefeitura de Carmo do Cajuru, moradores classificaram a intervenção como uma descaracterização do patrimônio cultural e criticaram a execução do serviço. Algumas pessoas também questionaram como o trabalho foi realizado sem que houvesse uma interrupção durante o processo.
A administração municipal informou que a manutenção do conjunto de esculturas não foi promovida pela prefeitura.
O resultado do trabalho também não agradou ao Conselho Paroquial Nossa Senhora Aparecida, responsável pela contratação do serviço. Em posicionamento divulgado após a repercussão do caso, o conselho informou que as obras apresentavam desgaste provocado pela ação do tempo, mas reconheceu que o resultado obtido não foi satisfatório.
Segundo o conselho, já está em andamento a busca por um profissional especializado em restauração para executar adequadamente o trabalho nas esculturas. O órgão optou por não divulgar o nome da pessoa ou da empresa responsável pela intervenção.
A Igreja Nossa Senhora do Carmo, que também responde pelo monumento, informou que a pintura aplicada nos rostos das imagens foi feita de maneira equivocada e que essa intervenção já havia sido removida. Os demais serviços previstos para a revitalização do conjunto deverão ser realizados posteriormente.
As esculturas religiosas fazem parte de um dos pontos de referência da cidade de cerca de 24 mil habitantes e, após a repercussão do episódio, os responsáveis pelo monumento anunciaram que pretendem dar continuidade ao processo de recuperação das obras com acompanhamento especializado.
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