Revista The Economist classifica STF como ameaça à democracia e coloca ministro Alexandre de Moraes no centro de escândalo
há 16 minutos
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Foto: Reprodução: The Economist
A revista britânica The Economist publicou editorial nesta quinta-feira (9) no qual afirma que o Supremo Tribunal Federal passou a representar uma "ameaça" à democracia brasileira. A publicação traça um panorama de crise institucional centrada nas condutas do ministro Alexandre de Moraes, abrangendo os julgamentos relativos aos atos de 8 de Janeiro, seus vínculos com o caso Banco Master e a disputa travada com o ministro André Mendonça.
"Agora, com a eleição geral se aproximando, em 4 de outubro, os defensores da democracia se tornaram uma ameaça. O Supremo Tribunal Federal está no centro de um escândalo de corrupção repugnante e cada vez maior. No meio dele está o ministro que supervisionou o processo contra Bolsonaro, Alexandre de Moraes", escreve a publicação.
A revista dedica atenção especial às relações entre o ministro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso desde março e classificado pelo veículo como "maior fraudador da história do Brasil". São citados contratos firmados pelo escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e mensagens trocadas entre o ministro e o banqueiro antes de sua prisão. Quando o presidente da Corte, Edson Fachin, propôs regras de transparência e declaração de rendimentos, Moraes teria debochado da ideia, conforme relato da revista.
O editorial também questiona a condução do chamado inquérito das fake news, apontando que Moraes teria acumulado funções de juiz, acusador e vítima — o que classificou como irregularidade processual. A publicação reconhece, porém, que os avanços na investigação sobre tentativa de golpe de Estado foram relevantes, mas conclui: "a corrupção no coração de suas instituições pode enfraquecer a confiança na democracia mais do que Bolsonaro jamais conseguiu".
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