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Suprema Corte dos EUA suspende novo mapa eleitoral do Missouri e impede uso de desenho favorável aos republicanos

há 19 minutos
2 min de leitura

Reprodução
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A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou nesta quinta-feira (10) o novo mapa eleitoral do estado do Missouri, em decisão que representa uma derrota significativa para o presidente Donald Trump e para seus aliados locais. O desenho de distritos aprovado pelo governo republicano do Missouri havia sido criado com o objetivo de favorecer o Partido Republicano nas próximas eleições, e seria utilizado nas eleições de meio de mandato marcadas para 3 de novembro. Com a decisão, o estado fica impedido de aplicar o novo mapa e deverá voltar a usar o traçado eleitoral anterior, que já vinha sendo aplicado em ciclos eleitorais passados.

A medida foi tomada após acolhimento de um pedido de emergência apresentado por opositores do novo mapa, que buscavam suspender uma decisão de juiz federal que havia liberado o uso do desenho reformulado. Os críticos argumentavam que o novo mapa alterava de forma artificial os limites dos distritos eleitorais para concentrar eleitores democratas em algumas regiões, ao mesmo tempo em que espalhava votos republicanos em outras áreas, numa prática que poderia reduzir a competitividade de diversos distritos.

A disputa insere-se num contexto de intensa “guerra de mapas” entre os dois partidos nos Estados Unidos. Em vários estados, governos estaduais aliados vêm redesenhando limites de distritos eleitorais com o objetivo de obter vantagem eleitoral, prática conhecida como “gerrymandering”. O termo se refere à manipulação dos limites geográficos dos distritos para beneficiar um grupo, partido ou candidato específico, seja concentrando votos adversários em poucos distritos, seja distribuindo-os de forma a reduzir sua força eleitoral nas regiões restantes.

Enquanto estados governados por republicanos vêm adotando novos mapas em diversas regiões do país, os democratas têm reagido buscando fazer o mesmo em estados sob seu controle. A decisão da Suprema Corte no caso do Missouri representa, portanto, um ponto de virada importante nesse debate, pois estabelece um freio à aplicação de mapas eleitorais questionados em instâncias inferiores, especialmente quando há risco de que a alteração dos distritos influencie diretamente o resultado das eleições de meio de mandato.

Para os opositores do novo mapa, a decisão é vista como uma vitória da transparência e da igualdade eleitoral, pois evita que mudanças de última hora na divisão dos distritos alterem a competição sem que a questão seja completamente analisada pelas instâncias judiciais competentes. Já para os defensores do desenho reformulado, a medida pode ser interpretada como uma interferência da Justiça em decisões tomadas por instâncias políticas locais, embora a Suprema Corte não tenha se pronunciado, nesta fase, sobre o mérito final da constitucionalidade do mapa.

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Gazeta de Varginha

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