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Trump anuncia reembolsos de até US$ 500 a quase 1 milhão de americanos e promete US$ 5 mil por cidadão se republicanos vencerem eleições

há 17 minutos
2 min de leitura

Reprodução
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (10) que irá reembolsar valores de até US$ 500 — o equivalente a cerca de R$ 2.500 — a aproximadamente 1 milhão de americanos que teriam sido cobrados indevidamente por meio do sistema de saúde conhecido como Obamacare. A medida foi divulgada nas redes sociais pelo perfil oficial da Casa Branca, justamente um dia após o presidente ter feito uma promessa de maior alcance: pagar US$ 5 mil (cerca de R$ 25.500) a cada cidadão adulto dos Estados Unidos caso o Partido Republicano vença as eleições de meio de mandato marcadas para novembro.

"Nossa administração está fazendo a coisa certa e devolvendo o dinheiro às pessoas que foram indevidamente exploradas", declarou Trump em vídeo dirigido aos "dedicados trabalhadores americanos indevidamente cobrados". Em comunicado oficial, a Casa Branca explicou que os valores correspondem a taxas cobradas sob o regime do chamado "Plano de Saúde Acessível", criado no governo do ex-presidente Barack Obama, e que teriam sido mantidas pelo governo anterior. Os cheques começarão a ser enviados aos beneficiários a partir de outubro de 2026 e alcançarão moradores de 30 estados, a maioria deles governada por republicanos.

O anúncio dos reembolsos vem logo após a polêmica declaração feita por Trump durante convenção do Partido Republicano em Dallas, no Texas, quando declarou: "Se os republicanos vencerem a Câmara dos Representantes e o Senado, vou conceder um dividendo de US$ 5 mil a cada cidadão adulto dos Estados Unidos". A promessa, feita em evento eleitoral, gerou imediata repercussão e críticas de especialistas, que lembram que a legislação norte-americana proíbe oferecer verbas públicas em troca de resultados eleitorais. Trump classificou o benefício prometido como um "dividendo" proveniente do sucesso da economia, embora não tenha explicado de onde sairia o dinheiro. O benefício custaria cerca de US$ 1,3 trilhão aos cofres públicos e teria como única condição que o valor fosse gasto dentro dos Estados Unidos.

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Gazeta de Varginha

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