Rio Grande do Sul tem 616 mil pessoas fora de casa pela calamidade
- 3 de jun. de 2024
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Mais de 616,6 mil pessoas ainda estão impossibilitadas de retornar para suas casas no Rio Grande do Sul devido à calamidade pública causada pelas fortes chuvas que atingiram o estado entre o final de abril e maio. Dentre essas, 37.154 estão abrigadas temporariamente em um dos 857 abrigos provisórios fornecidos pelo estado. Segundo o balanço atualizado das enchentes pela Defesa Civil nesta segunda-feira (3), 579.457 pessoas continuam desalojadas, residindo temporariamente em casas de parentes, amigos ou às margens de estradas, aguardando a possibilidade de voltar para suas residências.
A tragédia resultou em 172 mortes, conforme informado pela Defesa Civil neste domingo. Além disso, 42 pessoas ainda estão desaparecidas. Desde o início das chuvas intensas, 77,8 mil pessoas foram resgatadas, assim como 12,5 mil animais silvestres, domésticos e de produção, incluindo cães, gatos, cavalos, porcos, bois e galinhas.
No período de pouco mais de um mês dos eventos climáticos, 2.390.556 pessoas foram afetadas direta ou indiretamente, representando 21,97% da população total do estado (10,88 milhões de habitantes), residentes em 475 municípios impactados pelas chuvas e inundações.
Nível de rios e lagos O nível do Guaíba, que banha a região metropolitana de Porto Alegre, voltou a subir no domingo, alagando algumas ruas de Porto Alegre (RS) na manhã desta segunda-feira (3).
Às 10h, o lago na área da Usina do Gasômetro atingiu 3,80 metros, 20 centímetros acima da nova cota de inundação de 3,60 metros no centro da cidade, com tendência de queda desde o início da manhã.
O boletim do governo do Rio Grande do Sul sobre os serviços de infraestrutura do estado, atualizado às 9h desta segunda-feira, informa que a Lagoa dos Patos, no bairro do Laranjal, está com nível de 2,21 metros, quase um metro acima da cota de inundação fixada em 1,30 metros.
O Rio Gravataí, medido no balneário de Passo das Canoas, está com 4,81 metros, enquanto a cota de inundação é 4,75 metros.
Já os rios que retornaram a níveis abaixo das respectivas cotas de inundação são: Rio dos Sinos, em São Leopoldo: 4,33 metros (cota de inundação: 4,50 metros); Taquari, em Muçum, atualmente com 3,49 metros (cota de inundação: 18 metros); Caí, medido em Feliz, com nível de 2,16 metros (cota de inundação: 9 metros); e Uruguai, em Uruguaiana, medindo 7,32 metros (cota de inundação: 8,50 metros).
fonte:AgenciaBrasil








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