Secretaria de Saúde de Uberlândia recebe recomendação do MPF para garantir mais liberdade e conforto no atendimento feminino
- 21 de mar. de 2025
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O Ministério Público Federal (MPF) enviou uma recomendação à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Uberlândia, sugerindo a implementação de medidas para melhorar o atendimento à saúde das mulheres na cidade, especialmente dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). A principal proposta do MPF é garantir que as mulheres tenham liberdade para escolher profissionais femininas, criando um ambiente mais acolhedor e seguro.
A recomendação vem com base na Lei nº 14.737/2023, que assegura o direito à presença de acompanhantes durante procedimentos médicos. No entanto, o MPF considera que a simples presença de um acompanhante não resolve problemas como intimidação, questões de privacidade, convicções íntimas e religiosas, e segurança enfrentados por muitas mulheres ao serem atendidas por profissionais do sexo masculino. Além disso, a recomendação visa atender à demanda específica de mulheres que preferem ser atendidas exclusivamente por profissionais femininas.
Dentre as medidas propostas, o MPF sugere que a Secretaria de Saúde de Uberlândia implemente um registro das profissionais femininas disponíveis nas unidades de saúde, criando um sistema que permita que as mulheres escolham e agendem consultas com essas profissionais, com possibilidade de remarcação.
O MPF também recomenda que a SMS promova a capacitação dos profissionais de saúde por meio de treinamentos sobre atendimento humanizado, perspectiva de gênero e violência doméstica. O objetivo é sensibilizar as equipes para o impacto da violência de gênero na saúde das mulheres e garantir um atendimento mais adequado às vítimas de violência doméstica e sexual.
Outras recomendações incluem:
Formalizar políticas de apoio psicológico e social durante os procedimentos médicos;
Melhorar as instalações das unidades de saúde para garantir maior privacidade e criar horários específicos para o atendimento feminino;
Criar canais de comunicação para registrar as experiências das pacientes e avaliar sua satisfação com o atendimento recebido;
Estabelecer procedimentos específicos para lidar com casos de violência doméstica e exames íntimos;
Fornecer informações claras sobre os direitos das mulheres e a disponibilidade de profissionais femininas;
Garantir a presença de profissionais femininas em especialidades sensíveis, como ginecologia;
Implementar protocolos que permitam às pacientes escolherem os profissionais com os quais se sintam mais confortáveis, especialmente para exames como o Papanicolau;
Fortalecer parcerias com outras instituições de saúde e criar centros de referência para atendimento integral às mulheres;
Divulgar relatórios e estabelecer canais para atender queixas sobre o acesso ao atendimento desejado.



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