Segurança confunde cliente com pedinte e confusão termina na delegacia em shopping de BH
8 de jan.
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fonte: itatiaia
Uma confusão envolvendo um segurança e clientes de um shopping no bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte, terminou na delegacia na noite dessa quarta-feira (7). O caso teve início após o funcionário, de 23 anos, confundir um idoso de 60 anos, que jantava com a esposa e o filho em um restaurante do estabelecimento, com um “pedinte”. Após o equívoco, houve troca de agressões entre o segurança e o filho do cliente, de 30 anos.
De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o boletim de ocorrência foi registrado como “vias de fato”, e tanto o segurança quanto o filho do idoso foram listados como suspeitos, já que apresentaram versões divergentes sobre o episódio.
Segundo relato do cliente à PM, o segurança se aproximou da mesa e questionou o idoso se ele já iria embora, alegando que ele “já havia ganhado comida”. Ao perceber a situação, o filho interveio e afirmou que o homem era seu pai e não um pedinte, pedindo que o funcionário se retirasse. Ainda conforme o cliente, o segurança teria resistido, proferido xingamentos e o chamado de “viado”. Em seguida, o homem teria sido agredido com um soco, perdido a consciência e caído. O pai acionou a Polícia Militar, e testemunhas teriam presenciado a confusão.
Já o segurança apresentou outra versão aos militares. Ele afirmou que é comum a presença de pessoas em situação de rua pedindo comida no local e que, ao se aproximar do homem, acreditou se tratar de um pedinte já conhecido. Ao perceber o erro, disse que pediu desculpas diversas vezes. Segundo o funcionário, o filho do idoso teria reagido de forma agressiva, ordenando que ele fosse embora e o ameaçando, inclusive com ofensas raciais. A discussão teria evoluído para agressões mútuas, após o cliente pegar uma cadeira. Uma testemunha confirmou a versão do segurança no registro policial.
O caso foi encaminhado à Delegacia do Barreiro, em Belo Horizonte. A reportagem tentou contato com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e com os envolvidos, e o espaço segue aberto para manifestações.
Em nota, o shopping informou que a situação foi acompanhada por suas equipes e que todas as medidas necessárias foram adotadas de forma imediata, conforme os protocolos internos. O estabelecimento afirmou ainda que repudia qualquer atitude preconceituosa ou discriminatória e reforçou o compromisso com um ambiente seguro e respeitoso para clientes, colaboradores e parceiros.
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