Sonda Chinesa Decola com Amostras do Lado Oculto da Lua; Entenda a Missão Histórica
- 4 de jun. de 2024
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A sonda lunar Chang’e-6 da China partiu do lado oculto da Lua nesta terça-feira (4), marcando um passo importante na missão ambiciosa que destaca a ascensão do país como uma superpotência espacial.
Antes da decolagem, a China se tornou o primeiro país a exibir sua bandeira nacional no lado oculto da Lua, sempre voltado para longe da Terra.
A sonda, carregando as primeiras rochas lunares já coletadas do lado oculto, entrou em órbita lunar na manhã de terça-feira, horário de Pequim, após uma coleta bem-sucedida de amostras nos dois dias anteriores, conforme comunicado da Administração Espacial Nacional da China (CNSA).
A viagem de retorno à Terra deve durar cerca de três semanas, com pouso previsto na região da Mongólia Interior, na China, por volta de 25 de junho.
O retorno bem-sucedido das amostras daria à China uma vantagem inicial nos benefícios estratégicos e científicos da exploração lunar – um campo cada vez mais competitivo que o chefe da NASA, Bill Nelson, chama de nova “corrida espacial”.
Esta é a segunda coleta de amostras lunares pela China, após a Chang’e-5 trazer de volta rochas do lado visível da Lua em 2020.
No início deste ano, Nelson destacou que o ritmo acelerado da China e preocupações sobre suas intenções estavam impulsionando a urgência americana de retornar à Lua, décadas após as missões tripuladas Apollo.
Uma foto postada pela CNSA e que está em alta na plataforma Weibo, similar ao X (antigo Twitter), mostra a superfície lunar perfurada em uma forma que se assemelha ao caractere chinês “zhong”, que significa “meio” – o primeiro caractere na palavra chinesa para “China”.
A Chang’e-6 resistiu a altas temperaturas e coletou amostras perfurando a superfície da Lua e recolhendo solo e rochas com um braço mecânico, conforme informou a CNSA.
Após a coleta, a sonda estendeu um braço robótico para erguer a bandeira chinesa, segundo uma animação divulgada pela CNSA.
A bandeira, feita de basalto rochoso vulcânico, foi projetada para resistir à corrosão e às temperaturas extremas no lado oculto da Lua, com foco em futuras missões lunares, explicou um engenheiro da Chang’e-6 à emissora estatal CCTV.
A rocha foi triturada, derretida e transformada em filamentos com cerca de um terço do diâmetro de um fio de cabelo humano, depois fiada em linha e tecida em tecido, disse o engenheiro Zhou Changyi.
fonte:CNN








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